loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Desafio dramático

.

Ouvir
Compartilhar

Com a decisão das Nações Unidas de declarar esta quadra da vida, em plena pandemia, como a Década do Envelhecimento Saudável, a grandeza das estatísticas justifica a preocupação global com os mais velhos. Basta apenas citar a espantosa projeção segunda a qual o número de idosos no mundo haverá de duplicar, alcançando 1,5 bilhão de pessoas até 2050.

Os dados aferidos revelam mais: 80% dos idosos estarão vivendo em países considerados de média e baixa rendas. Pelas condições econômicas e sociais dessas localidades, essa legião de gente na faixa de risco, em decorrência da Covid-19, poderá sofrer redução significativa no padrão de vida, pois a pensão chega apenas para 20% dos que estão em idade de aposentadoria. No Brasil, documento publicado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos, tendo como base dados recentes do IBGE e do Pnad Covid-19, expõe a importância dos idosos para a família e a economia brasileira. O mesmo estudo do Dieese também faz um recorte sobre o perfil dos idosos de Alagoas. Como há 471 mil pessoas com 60 anos ou mais, é nessa faixa de risco que se concentra a maior aflição das famílias, diante da espera angustiante pela vacina. De acordo com a expectativa propalada pelo governo do Estado, toda a terceira idade só irá obter o imunizante lá para o final de abril, caso o fluxo de vacinas não venha sofrer novos contratempos. Mas quem são mesmo os idosos alagoanos? O estudo do Dieese mostra que 81% deles contribuem com pelos 50% da renda domiciliar, residindo em casas que moram estudantes. O imenso fosso social também é marcante, no comparativo com outros Estados da Federação. Enquanto 43% dos idosos de São Paulo possuem plano de saúde, apenas 17% dessa faixa etária alagoana consegue aderir à assistência privada. A disparidade também é revelada pelas marcas que o corpo carrega. Dos 471 mil idosos de Alagoas, 61% apresentam comorbidade, que significa a junção de doenças num mesmo indivíduo. No estudo do Dieese, Santa Catarina aparece somente com 27% de pessoas com 60 anos ou mais apresentando comorbidade.

Outro indicador que aponta o imenso abismo entre os idosos pode ser detectado no padrão de vida familiar. Segundo o Dieese, em Alagoas, 43% deles estão em domicílios que recebem auxílio emergencial, enquanto que apenas 13% da mesma faixa etária catarinense vive em casa beneficiada pelo auxílio.

Se o envelhecimento saudável é, cada vez mais, uma preocupação global, no Brasil, em razão das desigualdades, já se apresenta como um dramático e complexo desafio a ser vencido.

Shorts Youtube
Play
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Play
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Play
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Play
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Play
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Relacionadas