Opinião
Programa pela vida
LUIS ABÍLIO * Além de começar o exercício de 2004 assumindo, mais uma vez, o governo de Alagoas, já que o governador Ronaldo Lessa tira merecidos dias de descanso, tive a felicidade de constatar o andamento de uma das ações de profunda repercussão em nosso meio social: o Programa do Leite. Depois do sucesso da primeira etapa, em que nove municípios alagoanos vêm sendo contemplados com a distribuição de leite para famílias carentes, agora haverá significativo avanço do Programa. Nessa fase inicial, a distribuição de leite alcança oito mil litros diários, que são distribuídos com moradores de Maceió, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Penedo, Coruripe, Roteiro, Traipu, Senador Rui Palmeira e Porto de Pedras, além de alguns acampamentos do MST e da Comissão Pastoral da Terra. Com apoio federal, o Estado vai conseguir distribuir diariamente 48 mil litros de leite nos 102 municípios alagoanos. Há ainda mais 12 mil litros direcionados para a merenda escolar das unidades de ensino estaduais. Portanto, o governo de Alagoas e o governo federal firmam uma parceria histórica e viabilizam 60 mil litros de leite para aquelas famílias que mais precisam do poder público. É bom ressaltar que todo o processo de cadastramento, definição das pessoas a serem beneficiadas e distribuição do produto contam com rigoroso controle social, a fim de que o alimento chegue lá na ponta sem interferência politiqueira de quem quer que seja. Ao investir no Programa do Leite e garantir a participação decisiva de Brasília, o governo de Alagoas consegue um feito histórico, que é imprimir ritmo em sua política de assistência social e, ao mesmo tempo, desencadear ações de apoio efetivo a um segmento importante da nossa economia, que são os produtores da bacia leiteira alagoana. Através do cooperativismo, está sendo possível apoiar os pequenos e médios produtores. Tal iniciativa não só mantém postos de trabalho como deve proporcionar o aparecimento de novos empregos. Faço questão de destacar o alcance desse Programa para que a opinião pública tenha a exata clareza do esforço do Estado de focar suas ações no combate à exclusão social e na geração de novas oportunidades de desenvolvimento. Afinal de contas, o governo Ronaldo Lessa recebeu o Estado, em janeiro de 1999, com o pior IDH, com a maior taxa de mortalidade infantil, com o maior índice de analfabetismo, com a maior dívida pública proporcional do Brasil e ainda inadimplente com o governo federal. Equilibramos as finanças, estabilizamos as relações com o funcionalismo, tornamos o Estado adimplente em Brasília, nomeamos quinze mil novos servidores por concurso, viabilizamos o maior conjunto de obras estruturantes da história e criamos as condições para a retomada do desenvolvimento. Temos consciência de que esse processo não ocorrerá isoladamente. Daí o fato de estarmos torcendo para que o presidente Lula consiga aquecer a economia e gerar empregos no Brasil. O importante é que a sociedade saiba que o governo de Alagoas está fazendo sua parte, inclusive construindo parcerias com organizações sociais e setores ligados à produção. Basta citar o mutirão de combate à mortalidade infantil, que vem caindo e permitindo que se salve cada vez mais vidas. Deve-se também mencionar o avanço da educação estadual. Com 159 mil novas vagas, a gestão democrática conquistou a melhor posição do chamado IDH-educação no Brasil. Por falar em cooperação entre poder público e o terceiro setor, no próximo dia 12 de março, o governo de Alagoas vai apresentar um plano de negócios para investidores, que estão redescobrindo o Estado, a partir de uma legislação de incentivos moderna e atrativa. Todos os caminhos ? inclusive o Programa do Leite ? visam um objetivo: utilizar sustentavelmente nossas potencialidades para gerar renda, empregos e melhorar a qualidade de vida dos alagoanos. Certamente assim não será necessário, num futuro próximo, realizar ações emergenciais para debelar os reflexos da exclusão ainda muito presente em nosso meio. (*) É GOVERNADOR EM EXERCÍCIO DO ESTADO DE ALAGOAS