Opinião
A pandemia e a violência doméstica
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A humanidade nunca viu um mundo tão agredido, tão enlouquecido, tão depressivo como nos tempos atuais. Há um ano e dois meses o causador dessa tragédia – coronavírus – se espalhou pelo Planeta Terra de forma violenta, agressiva, rápida e misteriosa, levando ao desespero, ao sofrimento e à morte milhões de pessoas. Um verdadeiro pesadelo. Porém, o que nos preocupa, com essa pandemia, é a situação de milhões de crianças no mundo, principalmente aqui no Brasil, frutos do isolamento a que foram submetidas por necessidade e do ambiente agressivo com que passaram a conviver.
As pesquisas têm mostrado que os maus tratos provocados pelo pai a esposa e aos filhos menores, têm provocado mais vítimas do que os acidentes de automóvel. O olhar apavorado de uma criança ao ver sua mãe sendo esbofeteada ou ele próprio, por um pai alcoolizado ou enfurecido, terá decisivas marcas para o seu futuro. Sua mente capta e fixa aquelas cenas que se tornarão inesquecíveis pelo resto da vida. O mundo vai caminhando e a desagregação familiar tem sido impressionante em quase todos os países. Aqui entre nós, brasileiros, tem sido preocupante o número de crianças na faixa de 3 a 9 anos, vítimas desses lares cujos sintomas são evidentes: depressão, fuga da escola, vômitos frequentes sem justificativa, retraimento, choro frequente, irritabilidade. É a chamada “Síndrome do Pensamento Acelerado(SPA)”. É um tema que tem sido estudado ultimamente com grande intensidade pelo Dr. Augusto Cury, notável psiquiatra e cristão verdadeiro, que procura de todas as formas a orientar aos pais e educadores como saber se conduzir em uma situação como essa, para o bem estar futuro dessas crianças. Estima-se que no Brasil de hoje 500 mil crianças são espancadas por ano. E no ano 2030 como serão essas crianças vivendo a fase da adolescência? Quais as oportunidades que elas terão na vida com suas mentes angustiadas? As pesquisas mostram que atualmente em nosso País existem mais de 2 milhões de adolescentes imprestáveis, isto é, não são aceitos em nenhum trabalho, pois são drogados, fichados na polícia e sem nenhuma perspectiva de um futuro promissor. O que impressiona é que esse número tem crescido de forma assustadora com essa pandemia. As impressões da infância decidem o nosso futuro. As crianças conservam sempre suas primeiras impressões. Aquelas que são educadas com amor dos pais, com beijos e abraços, têm 90% de vantagens sobre aquelas que não são amadas. Os pais devem abrir para os filhos os caminhos da felicidade e não o das tormentas. Portanto, se não houver lares bem constituídos, com chefes de família equilibrados emocionalmente, mesmo nesse momento turbulento que estamos vivendo, no futuro teremos um verdadeiro caos. Lembrem-se, meus caros leitores, que o estresse vivido diariamente, não só pelos pais como pelos filhos, representa o maior estímulo para a quebra de seu sistema imunológico, isto é, seu sistema de defesa, ficando assim predisposto para ser agredido e ficar doente. Como diz o Dr. Augusto Cury, que o Mestre dos Mestres nos ajude para que possamos ter paz e as crianças passem a viver em seus lares com alegria e muita felicidade.