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PLANO AMAZÔNIA

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A uma semana da realização da Cúpula de Líderes sobre o Clima, evento organizado pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, marcado para 22 de abril, o governo brasileiro publicou ontem o Plano Amazônia 2021/2022, que estabelece diretrizes para ações de fiscalização e combate ao desmatamento ilegal, queimadas e outros crimes ambientais e fundiários cometidos na região da Amazônia Legal, território que abrange a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima, Mato Grosso, do Tocantins e de parte do Maranhão. O documento está disponível no Diário Oficial da União.

A proposta descreve ações e medidas que deverão ser tomadas em substituição à Operação Verde Brasil, que emprega efetivos das Forças Armadas desde 2019 em ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais, e será encerrada no dia 30 deste mês. Assim como a Operação Verde Brasil, o Plano Amazônia será coordenado pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, que é presidido pelo vice-presidente da República, Hamilton Mourão. Por meio de ações coordenadas e integradas de ministérios e órgãos de fiscalização e controle, o Plano Amazônia 2021/2022 apresentou como meta reduzir, até 2022, o número de queimadas e desmatamentos ilegais para a média histórica do período 2016/2020. Apesar do discurso oficial, entidades ligadas à preservação da natureza já veem com desconfiança o novo plano. Isso porque a política ambiental do governo Bolsonaro vem sofrendo fortes críticas tanto no ambiento interno quanto no exterior. A partir de 2019, o País deixou de ser retratado pela imprensa internacional como uma das lideranças no combate ao aquecimento global para, aos poucos, ser visto como nação que ameaça os esforços globais de preservação do ecossistema. Isso foi o resultado de várias medidas tomadas pela atual gestão, como o desmonte dos órgãos fiscalizadores. Agora, pressionado e isolado na comunidade internacional, o governo tenta recuperar a imagem internacional, mas terá de redirecionar sua política para o meio ambiente dar provas concretas de que entendeu o recado.

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