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Rodovia Arnon de Mello

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MÁRCIO LANZUERKSY * Estradas de Rodagem, parte integrante da infra-estrutura de transportes, importante veículo de intercâmbio de produtos e serviços, devem ser estudadas e pesquisadas de forma a atender os anseios da sociedade de maneira mais econômica, confortável, segura e versátil. Os envolvidos com este setorial devem trabalhar, não só para o dotar da melhor malha possível, mas também para integrá-lo a outros meios de transportes, diligenciando para que seja possível, quando as condições o exigirem, o transporte multimodal que minimize custos e supra deficiências eventuais em algum setor. Razões estratégicas, de integração regional ou de segurança, necessidade de escoamento de produção, abastecimento seguro ou mesmo a demanda de turismo são a causa primeira do nascimento de uma rodovia ou de um sistema de rodovias ou multimodal de transportes. Estabelecida a necessidade de criação de novas condições de transportes, há que se estudar alternativas compatíveis com sua destinação a curto, médio e longo prazo de forma a se escolher aquela que melhor atenda à demanda detectada. Tinha apenas nove anos quando, em 1951, Alagoas começou sua arrancada de construção de modernas estradas de rodagem. Não poderia avaliar as razões do então governador para construir a então denominada Rodovia BR-26, agora BR-316, um dos marcos da moderna técnica rodoviária brasileira. Porém, para quem nada possuía, qualquer uma ou todas as razões eram ou são ainda válidas para justificar a obra. Foi um espetáculo inesquecível rodar macio sem poeira ou catabis na manhã do dia 29 de janeiro de 1956, para assistir à inauguração. Meus olhos de menino matuto se abismaram e tão agradável foi a viagem do local das solenidades até esta capital que nem me lembro do tempo decorrido na extensa carreata. Em 2002, por força de minha atividade profissional, fui chamado a opinar sobre a denominação que se daria à rodovia conforme Lei sugerida pelo deputado Helenildo Ribeiro. Disse tratar-se de rodovia implantada e pavimentada na década de 1950 pelo Estado de Alagoas, então administrado pelo Governador ARNON DE MELLO. Inaugurada em 29 de janeiro de 1956, ainda hoje é importante via de transporte, e sua construção delegada ao Estado de Alagoas, foi conduzida com critério técnico e econômico de forma a ainda contar com remanescente da obra inicial em perfeitas condições de trafegabilidade e atendendo à demanda. Adiantando ser das mais justas a homenagem que se quer prestar ao Senhor ARNON DE MELLO que foi um marco na moderna técnica rodoviária não só para Alagoas, mas também para o Brasil, externava nossa dúvida quanto ao título que se deveria registrar na homenagem. Apesar de sempre lembrado como político, empreendedor, jornalista, senador etc, é como governador que o ilustre homem público é citado quando se relaciona a sua obra rodoviária. O povo, em sua sabedoria, simplesmente aboliu qualquer título, sendo RODOVIA ARNON DE MELLO o nome já consagrado mesmo antes do final da tramitação do Projeto de Lei. Lamenta, contudo que a Obra de Melhoramentos e Restauração dessa Rodovia, licitada em 8 de maio de 2001 e com contrato assinado em 31 de dezembro do mesmo ano, ainda não tenha sido iniciada. Esse fato promoverá a primeira grande intervenção no trecho de, aproximadamente, 33 km, de Palmeira dos Índios ao entroncamento da AL-110, após quase 48 anos da inauguração. Essa menção é para registrar que esse trecho, salvo pequenas correções localizadas ou algumas intervenções de rejuvenescimento em seu tratamento superficial, é, provalvemente, o mais antigo trecho rodoviário em operação no país, sem qualquer alteração em seu pavimento. Prova de lisura em sua construção e motivo de orgulho para Engenharia Alagoana. (*) É ENGENHEIRO CIVIL

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