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Taxa e crescimento

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No campo da economia e das finanças, a primeira novidade de 2004 foi a não diminuição de juros. Empresários, sindicalistas e outros exprimiram pela imprensa suas decepções com a interrupção da curva descendente da Selic. Taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic concentra as atenções dos especialistas desde que foi criada e, recentemente, graças às reclamações do vice-presidente da República (empresário José Alencar) tornou-se mais popular. As quedas da Selic durante 2003 foram festejadas, embora sempre se ressalvasse que os baques ainda eram pequenos. Mas no alvorecer deste 2004, a taxa básica de juros aprumou-se e ficou na mesma. 16,5% ao ano. Não confunda essa taxa (Selic) com as taxas que você paga no cheque especial, cartão de crédito ou outra forma de empréstimo, que são sempre maiores. A Selic tem a ver com isso, mas não é a mesma coisa. Simplificando, os bancos e demais instituições financeiras baseiam-se na Selic para definir o quanto vão lhe cobrar. A Selic influencia diretamente nos custos da produção, no destino e volume dos investimentos. Os defensores do crescimento econômico já defendem reduções de maior porte na Selic e, no geral, não se satisfizeram com a queda de cerca de 10% acumulado durante o ano de 2003. Mas aplaudiam o processo de redução. Hoje, estão de orelha em pé com o estacionamento da taxa básica nos 16,5%. O breque aplicado à descendente Selic pode representar um movimento ascendente dos que defendem um maior aperto nos investimentos. Pode representar uma perspectiva de imobilização na economia. Muitos apostavam e apostam em 2004 como um ano marcado por algum índice significativo de crescimento econômico, ao contrário do ano que passou. Para essas pessoas, o ?congelamento? da taxa básica de juros é um sinal nada alvissareiro. Para quem defende o desenvolvimento foi aceso o sinal de alerta. É hora de se cair em campo, redobrar os esforços para vender o peixe do crescimento econômico. No horizonte, o cenário desenvolvimentista foi deslocado para mais longe.

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