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Nº 5715
Opinião

Problemas da Sa�de

A coleta de lixo está entre as 81 piores formas de trabalho que são proibidas pela própria Organização Mundial do Trabalho (OIT) para menores de 18 anos. Mesmo assim, o País continua entre os países que hoje comemoram o Dia da Saúde com milhões de miseráv

Por | Edição do dia 07/04/2002 - Matéria atualizada em 07/04/2002 às 00h00

A coleta de lixo está entre as 81 piores formas de trabalho que são proibidas pela própria Organização Mundial do Trabalho (OIT) para menores de 18 anos. Mesmo assim, o País continua entre os países que hoje comemoram o Dia da Saúde com milhões de miseráveis, entre os quais crianças, sobrevivendo do lixo ou dos materiais recicláveis coletados em lixões. São crônicas e por demais conhecidas as causas deste problema que é apenas um dos inúmeros, graves e crescentes desafios no campo da saúde pública em várias regiões do planeta. Principalmente no Brasil que, de acordo com recente estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância, tem mais de 30 mil crianças trabalhando em lixões. Não bastasse isso, os próprios órgãos governamentais nossos, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não vêem o Brasil com a quantidade desejada de destinação final do lixo urbano. Não precisamos sair de Maceió para constatar o quanto falta ser feito em políticas de saúde no País, a partir do lixo e dos esgotos das casas até das áreas mais nobres das cidades. Sem esquecer os milhões de brasileiros sem acesso garantido aos serviços de saúde, sem meios até de conseguir um simples comprimido. Além dos índices ainda bastante elevados de mortalidade geral e de mortalidade infantil, dos números de vítimas da fome, de outras formas de violência que, de há muito, devem ser tratadas com as prioridades exigidas pelos piores problemas de saúde pública. Como os assassinatos e as mortes no trânsito. Há, claro, importantes avanços conquistados neste campo, aqui e no mundo. E, especialmente pela nação brasileira, a contar da Constituição Federal de 1998, com a criação do SUS. Podemos destacar, ainda, outras conquistas da sociedade, a exemplo da municipalização da saúde. Infelizmente, até estes fatores positivos não têm sido suficientes para ajudar o Brasil a cumprir a meta “Saúde para todos”, estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para que os países-membros cumprissem até o ano 2000.

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