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Tens�es na bolsa

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Nesta semana, o país acompanhou o nervosismo que tomou conta da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O índice que vinha batendo recordes sucessivos, entusiasmando investidores, começou a apresentar um desempenho declinante, o que terminou por ocasionar um nervosismo sem precedente no mercado (durante o governo Lula). Para alguns especialistas, a queda na Bovespa pode ser resultado da realização de lucro dos investidores, que teve início entre o fim de janeiro e começo de fevereiro. Outros, enfileiram uma gama de fatores que também podem ter influência: expectativas sobre o desempenho das empresas cujas ações são as mais negociadas ali (telecomunicações, petróleo, energia e bancos), entrada de recursos externos, vencimento de derivativos e, principalmente, o cenário futuro do desempenho da economia brasileira. Embora a decisão do Federal Reserve (banco central americano) ? sinalizando que a manutenção dos juros nos Estados Unidos de 1% ao ano está com os dias contados ? tenha provocado turbulências no mercado, foi uma decisão interna (manutenção da taxa Selic) que provocou a continuação do nervosismo, com boatos e desmentidos sobre a demissão do presidente do Banco Central, tendo sido, inclusive, cogitado um pronunciamento do presidente da República a respeito do assunto. O presidente da República terminou falando informalmente e relegando a questão, o presidente do BC não caiu e pouca gente entendeu o treme-treme. O fato é que, apesar de todas as determinações do FMI estarem sendo rigorosamente cumpridas, a economia brasileira continua fragilizada e dependente dos humores dos investidores internacionais. Mesmo com a ampliação do superávit primário, com os cortes, aprovação das reformas exigidas, a economia continua amarrada e a bolsa segue sendo uma referência dessa fragilidade financeira. E o país prossegue vulnerável e na expectativa da próxima reunião do Copom. Até lá os investimentos permanecem paralisados e o país dependente dos humores do capital volátil, sem nenhum controle.

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