loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Bem-vindos recursos

Ouvir
Compartilhar

Na semana passada, o Banco do Nordeste anunciou sua disposição em investir R$ 96 milhões em Alagoas. Os recursos para tais inversões seriam provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e o número apresentado traz consigo um grande significado, posto representar quase o triplo do valor investido em 2003. Segundo o próprio banco, no ano passado foram investidos em Alagoas R$ 27,4 milhões, valor esse advindo do FNE. Ao situar a meta para este ano em R$ 96 milhões, o Banco do Nordeste aumenta em 250% o montante destinado a Alagoas. Detalhando um pouco mais os planos da instituição, sua gerência em Alagoas informa que R$ 22 milhões estarão sendo destinados a projetos de agricultura familiar. Todo crescimento de investimentos é muito bem-vindo, particularmente em função da longa conjuntura de dificuldades a que está submetido o Estado. Mas não basta saudar a disposição do Banco do Nordeste. É necessário que Alagoas seja mais ousada na elaboração e proposição de projetos em todos os campos. Recursos (mesmo que insuficientes para a gravidade da situação) existem e o balanço do BNB, publicado na sexta-feira, indica um considerável esforço em sua aplicação. Durante muitos anos, Alagoas ressentiu-se de uma maior quantidade de projetos a ser encaminhados às fontes de financiamento. Infelizmente, não estão disponíveis dados que possibilitem, agora, uma análise criteriosa dessas questões vitais: a quantidade e qualidade dos projetos alagoanos voltados para a captação de recursos junto a entidades como o BNB. Podem ser simples boatos as versões sobre a inapetência alagoana. Deixando de lado essa polêmica, devemos cobrar uma corrida a esses recursos anunciados pelo BNB. Igualmente devemos cobrar a eficiência e os resultados positivos dos projetos aprovados. E com base no êxito das iniciativas de 2004, Alagoas deve cobrar mais recursos ainda para 2005. Afinal, quem não tem competência não se estabelece. E, cada vez mais, Alagoas precisa provar sua competência.

Relacionadas