Opinião
Al�m do diploma
Pelas estimativas do Conselho Estadual de Educação, cerca de 20 mil professores sem formação universitária ainda ensinam nas escolas alagoanas. Lotados em salas de aula da rede pública de educação, esses docentes garantem o funcionamento de escolas estaduais e municipais. Quadro esclarecedor das condições do ensino público no Estado, continua a exigir soluções. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, esse trabalho só poderia estar sendo levado adiante por profissionais com formação superior. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação determina ainda que, até 2007, esta situação seja resolvida definitivamente. O que fazer? O óbvio, em primeiro lugar: correr para adequar a formação desses mestres ? afinal é indispensável reconhecer a importância do trabalho dessas pessoas e a necessidade do ensino público em manter-se em funcionamento. Manter-se em funcionamento com um mínimo de qualidade, visando a preparação da juventude para os próximos passos na escalada de formação. Esse nível de qualidade no ensino exige formação superior de quem conduz o giz e o Diário de Classe. Isso uma exigência da cidadania. Correr para adequar significa não ser burocrático. O simples adquirir do diploma não pode resumir esse esforço de qualificação. As parcerias com a Universidade Federal de Alagoas e com a Fundação de Ensino Superior de Alagoas devem se transformar em política permanente de aperfeiçoamento do corpo docente destinado às salas de aula de níveis elementar e básico. Essa política tem de se cristalizar em ações perenes, em iniciativas criativas e práticas que sempre respondam a essa questão básica: educar os professores. Essa política de qualificação permanente deve ser aplicada no dia-a-dia, a quem tenha ou não tenha diploma. Não ter diploma é apenas um problema a mais. É uma falha primária a ser eliminada. Mas uma vez sanado esse problema, o trabalho de aperfeiçoamento educacional deve continuar. A educação pública de qualidade deve ser um direito de verdade.