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Nº 5714
Opinião

Mais um avan�o

A nação começa a ter novos motivos para acreditar que logo o País terá maiores condições para comemorar o bom êxito das lutas contra o banditismo crescente. Mais um importante passo nesse sentido acaba de ser dado pelos senadores e deputados da Comissão M

Por | Edição do dia 11/04/2002 - Matéria atualizada em 11/04/2002 às 00h00

A nação começa a ter novos motivos para acreditar que logo o País terá maiores condições para comemorar o bom êxito das lutas contra o banditismo crescente. Mais um importante passo nesse sentido acaba de ser dado pelos senadores e deputados da Comissão Mista de Segurança com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata da unificação nas polícias. O projeto da deputada Zulaê Cobra contém idéias que já deveriam estar sendo executadas no País. Só a unificação das duas organizações policiais dos Estados - a militar, responsável pelo policiamento ostensivo, e a civil ou judiciária, que responde pelas investigações, é suficiente para acabar com alguns dos crônicos problemas na área da segurança, como a falta de integração entre elas, a duplicidade de atribuições e, sobretudo, as questões relacionadas às deploráveis condições de trabalho e aos salários, incluindo as gritantes distorções. Como esse e outros projetos ainda dependem, lógico, da aprovação dos plenários da Câmara e  do Senado, há tempo suficiente  para o devido aperfeiçoamento  das normas em relação aos policiais civis e militares, e da legislação  penal, principalmente. Não precisa ser especialista em assuntos de segurança pública para ver, nos problemas que acabamos de mencionar, e em inúmeros outros que, como estes, devem ser atacados com o maior rigor e eficiência possíveis. Todos estão entre os principais obstáculos existentes no caminho dos setores envolvidos nas operações de combate a todas as formas de violência. Especialmente ao crime organizado. E o mais antigo deles não deixa de ser a carência dos meios necessários aos trabalhos de apuração dos delitos e ao sucesso de outras tarefas entregues às instituições da área de segurança. A previsão inicial é de que a unificação das polícias, como está sendo defendida, não deve começar a ser implementada em menos de cinco anos. Viveremos um processo de transição longo, porém necessário para as correções imprescindíveis e de há muito reclamadas. Torcemos para que todo esse tempo sirva para o amadurecimento das decisões. Para tristeza dos bandidos.

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