Opinião
Homem-rato
RONALD MENDONÇA É de cortar o coração a via-crúcis da ex-madrinha carnavalesca Luma de Oliveira. Não é para menos: 13 anos de pura descontração e pouca roupa marcam a trajetória matrimonial da bela moça, aparentemente sob os aplausos do liberal esposo Eike Batista, e de uma hora para outra Luma vira Geni e passa a ser martirizada até pelo Faustão. Sim, porque para nós outros pouco afeitos a essa modernidade marital, ou Batista sentia prazer em escolher a dedo os transparentes e exíguos modelitos que revelavam a deliciosa anatomia da divina Luma, ou então ele era um babaca completo. Em qualquer das duas hipóteses o povo brasileiro torcia para que ele nunca mudasse. Eis que, de repente, o País, ainda de ressaca pela dor da ausência da linda quase nudez de Luma no carnaval, toma conhecimento de que Batista não passa de um tremendo conservador, machista e teimoso como boa parte dos intolerantes maridos nacionais, que batem o pé e não aceitam que suas esposas saiam por aí tendo casos com outros, mesmo que o ?pé-de-pano? pertença à esforçada classe dos bombeiros. Ou seja, toda aquela aparência de liberalidade do milionário era uma máscara, nada mais do que puro jogo de cena. Sinceramente, a gente tinha outro conceito. Que decepção, seu Eike! Outro que pisou feio na bola foi o capitão bombeiro de nome complicado que bateu com a língua nos dentes e contou detalhes do relacionamento com a desejada Luma. Nunca se viu tanta demonstração de fraqueza moral. Pelo que se divulgou, o ungido capitão além de confidenciar aos amigos mais íntimos a inquestionável proeza, exagerou e escancarou sua caixa de mensagens do telefone celular, espantando qualquer dúvida sobre a veracidade do affair. É a proclamação do preceito machista de que ?sair com mulher bonita e não poder contar aos amigos, é preferível não sair?. A coisa ganha contornos especiais, sobretudo quando se sabe que bombeiros são os campeões de credibilidade popular. Significa dizer que quando se trata de conquistar mulher cobiçada, nem os bombeiros são confiáveis. De fato, ultimamente a ética tem conhecido sérios reveses. Morta tragicamente num acidente automobilístico mal digerido, a princesa Diana continua a ser vítima da língua ferina de cafajestes. Dessa vez é um ex-capitão da cavalaria de Sua Majestade que tivera um caso enquanto a princesinha ainda era casada com o herdeiro do trono inglês, o insosso Charles. Pois bem, não satisfeito em relatar em rumoroso livro os detalhes (alguns sórdidos) do romance, o canalha ex-namorado agora está ensaiando publicar as cartas que a doce Diana lhe enviara. Não é à toa que a imprensa londrina o está apelidando de homem-rato. (*)é MÉDICO E PROFESSOR DA UFAL