Opinião
A grandeza de ser mãe
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Através da minha profissão convivo diariamente com as mães há 58 anos, e posso julgá-las como mulheres notáveis em qualquer nível social e econômico. É impressionante o amor, a dedicação, o desprendimento que elas devotam aos filhos. Eu comparo o trabalho rotineiro das mães com o de um rio. O rio corre sozinho. Vai seguindo seu caminho. É sempre corajoso no seu papel de caminhar. Enfrenta obstáculos, mas vai em frente. Apressa-se nas cachoeiras. Desliza de mansinho nas baixadas. Precipita-se nas cascatas. Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho cuja meta é encontrar o mar. O mar é sua realização. A meta de uma mãe é ver o filho feliz. E ela luta, sofre, sabe chorar e sorrir nos momentos certos ao lado do filho.
Mãe assemelha-se a uma arvore frondosa, que dá o fruto saboroso e continua sua sombra refrescante. Assim, a mãe abriga aquele embrião, entrega ao mundo o fruto do seu ventre, alimenta, educa, e forja a sua criança, abençoa a sua alma e acompanha com espírito abnegado o homem que gerou. E no recolhimento de sua velhice continua irradiando sua luz perene de sabedoria. Mãe de hoje, mãe moderna dos tempos que se corre para tudo, que tem que se dividir entre o marido, a casa, o trabalho e os filhos. Levanta cedo, acorda os filhos, prepara o café, arruma as crianças, coloca a casa em ordem, deixa as crianças na escola ou na creche, corre para o trabalho, enfrenta um transito agressivo, e executa horas de atividades no trabalho. Ao cair da tarde a rotina é imensa. É esse o papel da grande maioria das mães brasileiras que ajudam na subsistência da casa. Mais do que nunca nos dias atuais, vemos a mulher que outrora dedicava-se exclusivamente as atividades domesticas assumir e desempenhar sua função especifica na família, na comunidade e na vida profissional. Homenageio através desta crônica às mães da minha terra que pela imensidão do seu amor têm um pouco de Deus e pela constância de sua dedicação têm muito de anjo. Passamos a vida entre recordações e esperanças. Recordações de momentos inesquecíveis vividos com nossos pais, os primeiros dias de aula, passeios na praia e nos parques da cidade. As mães de hoje, mais do que as de ontem, ficam preocupadas constantemente com o caminhar dos filhos, principalmente na fase da adolescência, num mundo cheio de conflitos. É missão delas vigiá-los à distancia, porque segundo Khaliu Gilbran, os filhos são como flechas que são atiradas e não sabemos qual o seu destino. Agora que me foi dado vencer grande parte da escalada da vida, eu posso garantir como foi grandiosa a presença da minha mãe ao meu lado até 1996, quando ela partiu. Não a esqueço nunca, em nenhum momento. Sem nada entender de psicologia, agindo com lucidez e muito amor, conseguiu construir em torno dela um mundo inigualável de afeto. Na passagem do dia das mães homenageio as maravilhosas mães que me contornam, minha querida esposa Myrza, minhas filhas Andréa e Roberta, minha nora Pollyana, minhas netas Adriana, Larissa e Luíza, além da Jully e Manú, minhas netas do coração e todas as mães alagoanas para que no caminhar da vida encontrem sempre no abraço e no beijo de seus filhos a retribuição por tanto carinho e tanto amor distribuídos.