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Opinião

EM DEFESA DO VELHO CHICO

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Por Editorial | Edição do dia 03/06/2021 - Matéria atualizada em 03/06/2021 às 04h00

O dia 3 de junho foi instituído pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) como o Dia Nacional em Defesa do Velho Chico. Todos os anos, movimentos populares, comunidades tradicionais, ribeirinhas, de pesca artesanal, ONGs e uma série de atores sociais se mobilizam em defesa do rio.

O São Francisco é o principal rio que atravessa o sertão brasileiro. Nascendo na Serra da Canastra em Minas Gerais, o Velho Chico perpassa o sul da Bahia até Pernambuco e muda seu rumo em direção ao Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe. Com 2.700 km de extensão, ele beneficia 505 municípios dos estados por onde passa além de Goiás e o Distrito Federal. Devido a toda sua extensão, o Velho Chico vem sendo um meio de sobrevivência para diversas comunidades ribeirinhas e tradicionais, mas também atendendo a demandas do agronegócio, indústria, siderurgia, mineração, produção de energia elétrica e até o descarte do esgoto de centenas de cidades. Entretanto, o São Francisco é hoje um rio ameaçado. Da nascente à sua foz, vem sofrendo degradações que levam sua bacia hidrográfica a sofrer sérios impactos ambientais. Entre as principais agressões ao rio estão o desmatamento, a poluição urbana, industrial, minerária e agrícola; a irrigação descontrolada, as barragens e hidrelétricas que realocam comunidades inteiras e que impedem os ciclos naturais do rio, e a pobreza e o abandono da população ribeirinha. Ao mesmo tempo, nos últimos anos têm se registrado Iniciativas para mudar esse cenário, partindo do ponto de vista da necessidade de fazer a preservação e revitalização do rio e de seus afluentes, com o envolvimento imprescindível da população ribeirinha. Além da recuperação das matas ciliares, é preciso construir planos de saneamentos municipais para que todo o lixo e os dejetos produzidos nas cidades não contaminem o rio. Também é fundamental uma política de gestão da água, que garanta o aproveitamento desse recurso de forma sustentável. O São Francisco é um patrimônio e uma riqueza do Brasil e não pode ser deixado à toa.

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