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Não precisaríamos de CPI

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Observamos na CPI da Covid19 momentos edificantes, como o performado pela infectologista Dra. Luana Araújo: o Brasil mostrou ao mundo que possui uma ciência de altíssimo nível, alinhada aos países mais desenvolvidos. Especialmente na área das viroses, epidemias e seus controles com campanhas de vacinação. O Brasil, com o seu PNI, tem servido de modelo mundial, ou pelo menos servia, até a condução dessa pandemia. Nos anos 90, o PIB da China era 30% menor do que o do Brasil. A China multiplicou seus investimentos em educação e ciência. Hoje, seu PIB é quatro vezes maior do que o nosso e segue abaixo só dos EUA. Como países que mais investem nessa área, eles são os principais produtores e exportadores de produtos básicos da ciência. Os investimentos em ciência trazem progresso.

A ciência é o resultado de uma educação aprimorada, continuada e exercitada em busca permanente pela verdade para bem da humanidade. Ela se autocorrige continuamente, mas exige plausibilidade. Isso é feito através da pesquisa, do estudo e da transmissão da informação corretamente. A Dra. Luana Araújo deu uma aula magna na CPI também de ética e moral no uso da ciência. Só transmitiu informações verdadeiras, aquelas que aqui e em qualquer lugar do mundo podem ser comprovadas repetidamente. As suas informações são obtidas nas melhores fontes da ciência e podem ser coletadas por qualquer um que tenha interesse em estar bem informado. Informações corretas em ciência salvam vidas. É isso que se tem comprovado na CPI da Covid-19. Profissionais como a Dra. Luana, Nelson Teich, Barra Torres são alinhados à ciência, que é igual aqui e em qualquer outro lugar do mundo. Ela não tem ideologia, não se submete a politizações, nem às vontades ou interesses de ninguém.

O tratamento precoce, o desprezo ao distanciamento social e às máscaras foram utilizados como políticas de saúde pública, desinformando a população, expondo-a ao vírus, lotando hospitais e cemitérios. Desde junho de 2020, há provas contundentes da ineficácia da cloroquina, reconhecidas pelas principais agências de controle mundiais. A insistência com isso causa indignação, eles iludiram as pessoas, as expuseram ao vírus e promoveram essa mortandade. Em lugar nenhum do mundo isso ocorreu. Desinformação em ciência mata inocentes. Somos um dos países mais atrasados em aplicação das vacinas: só 10% da população tomou as duas doses. No ritmo atual, passaremos 2 anos para imunizar a população. Estaremos entre os mais atrasados para sair da pandemia, mas poderíamos estar entre os mais avançados, temos muitas doutoras Luanas e ainda melhores, prontas para trabalhar pelo País. Tivemos Mandetta e Teich, com os quais, caso tivessem autonomia no Ministério da Saúde, não teríamos 470 mil mortes até agora e NÃO precisaríamos de CPI. O Brasil tem jeito caso use o seu imenso potencial até agora totalmente desprezado nesse governo.

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