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Opinião

PORTAS FECHADAS

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Por Editorial | Edição do dia 09/06/2021 - Matéria atualizada em 08/06/2021 às 22h52

Pesquisa realizada pelo Sebrae em todo o País mostra que a pandemia do coronavírus tirou quase 10 milhões de brasileiros do empreendedorismo, sendo que as mulheres foram as que mais se viram obrigadas a fechar suas empresas. De acordo com a instituição, o número de brasileiros com um negócio estabelecido há pelo menos 3,5 anos desabou de 22,3 milhões em 2019 para 12 milhões em 2020. O encolhimento do empreendedorismo no país só não foi ainda maior porque continuou a crescer no ano passado o número de novatos.

O levantamento mostra que a taxa de empreendedorismo no total da população adulta no País caiu para 31,6%, contra 38,7% em 2019, atingindo o menor patamar dos últimos 8 anos. O levantando considera como empreendedor todo adulto que possui um negócio (formal ou informal) o que realizou alguma ação no ano da pesquisa visando ter um negócio no futuro. Já o total de empreendedores iniciais (com negócios de até 3,5 anos de operação) passou de 32,2 milhões em 2019 para 32,6 milhões em 2020, atingindo a taxa de 23,4% da população adulta – a maior desde o início da pesquisa, em 2002. O movimento foi puxado pelo chamado empreendedorismo “por necessidade” ou "por sobrevivência". Não há dúvida de que um dos efeitos da crise global causada pela Covi foi a desorganização da economia. Alguns setores foram atingidos em cheio, outros sofreram menos. Essa desigualdade também vem se refletindo na recuperação econômica. No Brasil, o governo comemorou na semana passada o crescimento do PIB no primeiro trimestre, o que é visto como um excelente sinal de que o País está voltando aos níveis pré-pandemia, Entretanto, teme-se que os efeitos da segunda onda sejam sentidos nos números do segundo trimestre. A recuperação econômica só será efetiva quando o País conseguir vacinar mais pessoas e de forma mais rápida. Segundo especialistas, o ideal é que sejam aplicadas cerca de dois milhões de doses por dia, o que terá impacto não só na saúde, mas também na economia. Esse é o caminho a seguir. Enquanto isso, é preciso manter as medidas básicas para evitar o contágio.

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