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Opinião

DIRETOS VIOLADOS

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Por Editorial | Edição do dia 16/06/2021 - Matéria atualizada em 16/06/2021 às 04h00

Em todo o mundo, o 15 de junho é marcado como o Dia de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, como forma de dar visibilidade a essa questão. Trata-se de um problema grave. Do total de denúncias de violações de direitos humanos recebidas pelo canal Disque 100 em 2019, 30% tinham como vítimas pessoas idosas. Em 2018, esse serviço recebeu 37,4 mil denúncias de crimes contra idosos.

No fim do ano passado, com o isolamento social imposto pela pandemia de Covid, o número observado em 2019 aumentou 53% e no primeiro semestre de 2021, o Disque 100 já registra mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra o idoso, no Brasil. Em Alagoas, entre os meses de março e junho deste ano, o Disque Denúncia, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), recebeu 56 denúncias referentes a práticas de violência contra pessoas em idade avançada. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 13% em ocorrências desta natureza. É possível, porém, que esse número esteja subestimado. Por medo ou por vergonha, muitos idosos não denunciam a violência sofrida, e em muitos casos as agressões ocorrem dentro do próprio domicílio, praticadas por parentes. A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) lançou a campanha Junho Violeta e espalhou mensagens para os serviços de assistência social, atendimento à saúde e universidades, incentivando alunos, profissionais e idosos a usar o laço roxo. Uma ação de proteção aos idosos é a Recomendação 46, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), alertando os serviços notariais e de registro do Brasil a adotarem medidas preventivas para coibir a prática de abusos contra pessoas idosas, especialmente vulneráveis, durante a pandemia. Segundo o IBGE, o Brasil mantém a tendência de envelhecimento da população. Em 2019, os idosos somavam 32,9 milhões de pessoas, 6 milhões a mais que as crianças de até 9 anos de idade (26,9 milhões). Cabe ao poder público implementar políticas não apenas para coibir a violência contra esse grupo etário, mas também assegurar uma melhor qualidade de vida.

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