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Opinião

LENTA RECUPERAÇÃO

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Por Editorial | Edição do dia 01/07/2021 - Matéria atualizada em 01/07/2021 às 04h00

Diante do agravamento da crise provocada pela pandemia, faltam oportunidades efetivas no mercado para 33,3 milhões de brasileiros, o que corresponde a três em cada dez trabalhadores. A dificuldade em conseguir uma ocupação é tamanha que 6 milhões de pessoas desistiram da procura. É o que apontam os dados divulgados ontem pelo IBGE.

Segundo o Instituto, o número de pessoas desempregadas no Brasil subiu 3,4% no trimestre encerrado em abril deste ano, elevando a taxa de desocupação para 14,7%. Frente ao trimestre encerrado em janeiro, quando a taxa ficou em 14,2%, o aumento foi de 0,4 ponto percentual, o que representa mais 489 mil pessoas desocupadas, totalizando 14,8 milhões de pessoas em busca de trabalho no país. A alta ante o mesmo trimestre móvel de 2020 é de 2,1 pontos percentuais. O IBGE classifica como trabalhadores subutilizados o contingente que enfrenta a falta de trabalho. Esse grupo engloba tanto os desempregados, quanto os desalentados (que desistiram de procurar emprego), aqueles que estão subocupados (trabalham menos de 40 horas semanais), e os que poderiam estar ocupados, mas não trabalham por motivos diversos. Entre as categorias profissionais, somente os trabalhadores por conta própria registraram aumento na comparação com abril do ano passado – são 661 mil trabalhadores a mais nesta condição, o que corresponde a um crescimento de 2,8%. Os analistas têm visto boas perspectivas de avanço da economia brasileira. O mercado estima para 2021 um crescimento de 5,05% do PIB e inflação de 5,97%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Apesar disso, economistas têm destacado que uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho só deverá ser mais visível a partir o segundo semestre, pois, após uma desaceleração da atividade econômica, o emprego é o último segmento a se recuperar. Por isso, a taxa de desemprego ainda deverá ser pressionada pela volta mais acelerada dos indivíduos à força de trabalho; Ressalte-se, porém, que tudo está condicionado ao avanço da vacinação e à retomada do setor de serviços – o que mais emprega no País e o mais afetado pelas medidas de restrição para conter o coronavírus.

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