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Opinião

RETORNO COM SEGURANÇA

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Por Editorial | Edição do dia 22/07/2021 - Matéria atualizada em 21/07/2021 às 22h47

Durante pronunciamento em rede nacional na terça-feira, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, defendeu o retorno às aulas presenciais em todo o país. Apesar do anúncio, ainda há dúvidas, por exemplo, sobre a segurança deste retorno, sobre como alguns estados estão seguindo os protocolos e como o governo federal tem contribuído. Os conselhos nacionais de secretários de Educação (Consed) e de Saúde (Conass) avaliaram que a volta deve considerar os indicadores locais da pandemia.

Em abril de 2020, o Supremo Tribunal Federal decidiu que estados e municípios têm o poder de estabelecer políticas de saúde relacionadas à pandemia, inclusive questões de quarentena e a classificação dos serviços essenciais. Por isso, ainda cabe a estados e municípios a decisão final sobre se devem ou não reabrir as escolas. Por enquanto, 12 estados já retomaram as atividades escolares, sendo que os outros, como Alagoas, já sinalizaram que devem retomar no máximo em agosto ou em setembro, em formato híbrido. Não há dúvida de que a paralisação das aulas representou grande prejuízo para estudantes na questão do aprendizado, sobretudo os das escolas públicas. Mesmo quem teve acesso às aulas remotas enfrentou dificuldades para manter o ritmo de estudos. Boa parte dos estudantes, porém, não conta com acesso regular à internet ou equipamentos adequados. Agora, com o avanço da vacinação, sobretudo entre profissionais da educação, cada vez mais pessoas defendem o retorno das aulas presenciais na rede pública. Há bons argumentos contra e a favor da medida, inclusive entre infectologistas. De qualquer forma, esse retorno exige o cumprimento de um rígido protocolo. É preciso reforçar o uso de máscaras, a higienização com álcool em gel e, sobretudo, o distanciamento, para impedir a transmissão do coronavírus. Caso as aulas sejam retomadas, é necessário que as escolas públicas estejam devidamente preparadas e os profissionais treinados e conscientizadas sobre os procedimentos. Embora as condições atuais favorecem a volta às aulas, os cuidados devem ser mantidos com rigor para garantir a saúde de alunos e educadores.

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