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TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

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O secretário-executivo do Ministério da Educação (MEC) Victor Godoy Veiga afirmou ontem que o retorno às aulas presenciais nas escolas públicas de todo o país permitirá ao governo federal, em parceria com estados e municípios, focar nas ações que a pasta considera prioritárias para melhorar o ensino brasileiro. De acordo com Veiga, a “transformação digital” do sistema educacional tem entre os objetivos preparar a rede pública de ensino para enfrentar desafios como o enfrentado atualmente com a pandemia do novo coronavírus.

A suspensão de aulas presenciais que, em alguns estados, ultrapassou 400 dias, contribui para aumentar desigualdades socioeconômicas. Grande parte da rede privada retomou as atividades presenciais ainda no ano passado, mas a rede pública agora é que se prepara para a retomada, em meio às preocupações com o ambiente escolar. O fato é que a pandemia impulsionou a transformação digital na educação, com as aulas virtuais e os materiais didáticos digitais, que passaram a ser utilizados não apenas como complemento. O ensino tradicional deu espaço por tempo indeterminado para o ensino a distância e a tecnologia tornou-se a grande aliada na educação. Entretanto, essa transformação, que é necessária, enfrenta muitos desafios, a começar pela falta de capacitação dos professores e resistência na aderência à tecnologia. Há também a dificuldade de adotar metodologias mais ativas e matérias interdisciplinares. O ensino a distância mostrou ao professor que, na internet, o aluno tem acesso a diversas videoaulas, exercícios e conteúdos, por isso ele deixa de ser o único detentor do saber. Do outro lado há a questão da infraestrutura na rede pública de ensino. Há dificuldade no acesso à internet em muitas unidades, e boa parte dos estudantes não dispõe de equipamentos adequados e acesso regular à internet para complementar os estudos em casa. É preciso e urgente, portanto, ampliar o processo de conectividade das escolas e, ao mesmo tempo, preparar professores, coordenadores e gestores para essa nova realidade, caso contrário o Brasil ficará ainda mais atrasado no quesito educação.

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