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Dados do IBGE divulgados na sexta-feira mostram que a economia brasileira registrou uma alta de 0,2% no segundo trimestre deste ano em relação aos primeiros três meses de 2017. No primeiro trimestre deste ano, influenciado influenciado pelo bom desempenho da agricultura, o PIB já tinha avançado 1%, primeiro sinal positivo após dois anos consecutivos de retração econômica. Para os economistas, tecnicamente é possível afirmar que o País começa a sair da recessão, pois registrou dois trimestres de crescimento. Há ainda outro fato a comemorar: no primeiro trimestre, o crescimento se deu basicamente por causa da agricultura. Neste segundo trimestre, entretanto, a recuperação se deu mais espalhada, com serviços, que responde por quase 70% do PIB, em alta de 0,6%, onde só o comércio subiu 1,9%. Entretanto, a recuperação ainda é incerta, pois nem todos os setores tiveram desempenho positivo, como foi o caso da indústria, que teve que da 0,5%. Além disso, a crise política não dá tréguas. O presidente Michel Temer conseguir escapar da primeira denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República, graças à farta distribuição de emendas parlamentares. Entretanto, Temer deve enfrentar nova batalha em breve. Tudo isso dificulta a aprovação das reformas que a equipe econômica considera essenciais para reconquistar a confiança do mercado, atrair investimentos e alavancar a economia. Nesse clima, sabe-se que o empresariado prefere adiar os investimentos à espera de sinais mais claros da economia. Há, ainda, a agravante de estarmos a pouco mais de um ano do processo eleitoral que elegerá o novo presidente da República, e os pré-candidatos já estarem em campanha. Tudo isso acompanhado atentamente pelo mercado. O fato é que sem investimentos não há crescimento sustentável. O crescimento registrado nesses dois trimestres ocorreram por motivos bem específicos. O primeiro foi puxado pela agricultura, enquanto o segundo teve como estímulo a liberação do saldo das contas inativas do FGTS, que injetou mais dinheiro na economia. De qualquer forma, é preciso aguardar para o desempenho no próximo período, que mostrará se, de fato, estamos no ciclo do crescimento ? e é o que todos esperam ? ou se houve apenas um pequeno suspiro.

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