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Opinião

VITÓRIA DA VACINA

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Por Editorial | Edição do dia 14/09/2021 - Matéria atualizada em 13/09/2021 às 22h51

Durante seminário realizado ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que vacinação, capacidade de detecção de variantes, higiene e saúde pública são “imprescindíveis” para a retomada da economia global em tempos de pandemia. Queiroga ressaltou a relevância do SUS para o combate à pandemia e os reflexos das ações na economia do país, em meio a uma crise sanitária. Destacou também a contribuição e o papel estratégico do setor de saúde para a economia.

De fato, depois de uma segunda onda devastadora que fez com que as mortes por Covid subissem para meio milhão, o Brasil começou a registrar, em julho, uma queda nos indicadores da pandemia, o que os especialistas atribuem à aceleração do ritmo de vacinação. Na última quinta-feira (9), a média móvel de mortes causadas pelo coronavírus ficou em 543, menor número registrado desde o dia 6 de dezembro do ano passado, quando o índice foi de 554. Os números de novos casos confirmados da doença também estão em queda e registraram nesta quarta a média móvel de 20,1 mil, menor índice desde o início deste ano. A melhora do cenário epidemiológico também reflete na infraestrutura hospitalar, que passa a registrar taxas de ocupação em leitos Covid (clínicos e de UTI) cada vez menores. Hoje, 21 estados registram taxas de ocupação abaixo de 50%, parâmetro considerado como dentro da normalidade. Na prática, a baixa ocupação nos leitos quer dizer que o sistema de saúde está menos sobrecarregado e registrando menos casos graves ou gravíssimos da Covid-19, o que é fruto da ampla adesão da população à Campanha de Vacinação. Enquanto nos Estados Unidos sobram vacinas e há grande resistência à imunização, no Brasil a população espera ansiosa sua vez de receber as vacinas. Depois de um começo turbulento, finalmente o Brasil começou a superar as dificuldades iniciais e azeitou sua rede de vacinação que já se tornou referência em todo o mundo. São mais de 210 milhões de doses aplicadas, sendo 137,7 milhões da primeira dose e 72,7 milhões da segunda dose ou dose única. É preciso manter o ritmo da vacinação sem se descuidar das medidas sanitárias. Os resultados estão aparecendo.

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