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Opinião

ENSINO TÉCNICO

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Por Editorial | Edição do dia 15/09/2021 - Matéria atualizada em 14/09/2021 às 22h53

Nos últimos anos, cresceu o número de matrículas na educação profissional e técnica no Brasil, mas ainda apenas 8% dos estudantes estão nessa modalidade de ensino. Enquanto isso, em países da União Europeia, esse número alcança até 46%. Agora o Ministério da Educação pretende triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando pelo menos 50% da expansão no segmento público.

Apesar das críticas a aspectos do plano do governo, parece haver consenso de que o País precisa requalificar sua mão de obra com foco nas novas tecnologias. O mercado de trabalho está se tornando mais exigente na era digital e que, em contraposição, no primeiro trimestre de 2021, 6,9 milhões de jovens brasileiros não estavam nem estudando nem trabalhando. Quase 90% das matrículas do ensino médio, no Brasil, são de formação geral, voltadas à preparação para o ensino superior, sendo que apenas 21,5% dos jovens de 18 a 24 anos efetivamente chegam à universidade. Somente 16% dos alunos matriculados em cursos técnicos estão nas áreas de engenharia, manufatura e produção, enquanto a média na União Europeia é de 31%. É preciso que a política para a educação profissional esteja alinhada à demanda, caso contrário os profissionais formados não encontrarão oportunidade no mercado de trabalho. Também é preciso investir na educação profissionalizante de adultos sem educação básica, que representam atualmente 60 milhões de brasileiros. O fato é que o Brasil está muito atrás de outros países em relação à educação profissionalizante e precisa dar passos largos nesse campo. Atualmente o ensino médio integrado à educação profissional está subfinanciado, sendo necessários três vezes mais recursos. Fomentar o ensino técnico para estimular a formação de mais profissionais de tecnologia é a melhor estratégia para reduzir a lacuna existente entre o número de graduados e a necessidade de mão de obra por parte das empresas. A universidade é fundamental, mas os cursos técnicos formam a base para a pirâmide ascender.

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