Opinião
INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE
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Ranking divulgado esta semana pela Organização da Propriedade Intelectual, o Brasil ocupa a 57ª posição no Índice Global de Inovação (IGI) entre 132 países. O País subiu cinco posições em relação ao ano passado, mas está 11 posições atrás de sua melhor colocação, 47º, alcançada em 2011.
As principais fraquezas do País apontadas no ranking são Formação bruta de capital, Facilidade para abrir uma empresa, Facilidade para obtenção de crédito e Taxa tarifária aplicada. Os maiores avanços do Brasil em relação aos dados de 2020 se deram nos indicadores de Crescimento da produtividade no trabalho e de Gastos totais com software. O IGI é um dos principais instrumentos de referência para dirigentes empresariais, formuladores de políticas públicas e aos que buscam conhecimentos sobre a inovação no mundo. As diferentes métricas do ranking podem ser usadas para monitorar o desempenho de um país, comparando-o com economias da mesma região ou mesmo grupo de renda. A colocação brasileira mostra um descompasso com o tamanho de sua economia, já que atualmente o País ter a 12ª maior economia do planeta e tem um setor industrial sofisticado. O ranking mostra ainda que o Brasil também está se distanciando dos seus semelhantes de mercados emergentes, com os quais é possível fazer comparações mais realistas. Há uma década, o País estava à frente da Rússia (que tinha 35,85 pontos), da África do Sul (35,22) e da Índia (34,52) em termos de capacidade inovativa. Bem à frente mesmo: a nota brasileira deixava o país 15 posições adiante dos indianos e a quase 10 posições dos russos na classificação mundial. A partir de 2016, fomos ultrapassados pelos três países. E, em 2020, com a menor nota na década, foi o Brasil que ficou 15 posições atrás dos russos no IGI. É preciso, pois, que o País tenha uma estratégia ambiciosa, que priorize o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação para o fortalecimento de sua economia, tornando-a mais dinâmica. Investimentos em ciência, tecnologia e inovação são fundamentais para a competitividade do Brasil no cenário internacional.