Opinião
Os desafios para professores
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Ainda que os percalços para o exercício da docência sejam tantos, a colheita resultante da semeadura desse nobre ofício, é inegável.
Embora ainda estejamos atravessando um árido deserto, tanto no País, como internacionalmente, agravando todas as áreas da vida, inclusive a econômica, com a crise da Pandemia, o exercício da docência pode ser uma ferramenta para ajudar a sair do problema, já que, indubitavelmente, a educação é o melhor caminho para se apontar as soluções a uma Nação. Entretanto, ao se observar a fundura do poço em que estamos submersos, em decorrência da paralisação das atividades, inclusive na área educacional, fatalmente, seremos convidados a empunhar redobrados esforços, visando recuperar o prejuízo. Uma das questões que muito prejudicou o processo de ensino-aprendizagem está ligada ao deficiente rendimento obtido, tanto pelos docentes, como pelos discentes, com as aulas remotas. Essa defasagem, entretanto, veio a ocorrer, porque a modalidade remota foi imposta às escolas, mas não foram disponibilizadas as condições necessárias para que não houvesse perdas, em decorrência da brusca e não planejada mudança, na modalidade de ensino. Esse inegável déficit foi terrivelmente mais sentido, entre o público infanto-juvenil, já que não acostumado ao ensino telepresencial, como os alunos de faculdade. As perdas (algumas bem difíceis de recuperação) vão desde as que dizem respeito à assimilação do conteúdo, que implicará não se adquirirem as competências necessárias; como as que se relacionam com a saúde emocional de professores e alunos. Dados levantados pelo Observatório de educação do Instituto Unibanco, acessível em https://www.institutounibanco.org.br/conteudo/estudo-perda-de-aprendizagem-na-pandemia/, revelaram que o impacto causado pela Pandemia nos ensino, em razão do fechamento das escolas, foi alarmante. Como o estudo visava estimar a aprendizagem dos estudantes por meio de simulações, observou-se uma enorme diferença, quando se compararam as proficiências dos alunos, com a existência da Pandemia, com uma situação vivida sem o indesejado período pandêmico. Para não dizer que não se falou das flores, o estudo também estimou a possibilidade de melhoria desse quadro, caso fossem implementadas algumas medidas, como a adoção da modalidade de ensino híbrida (presencial e virtual). Como se vê, o Dia do professor não se restringe a só lembrarmos, anualmente, da data, mas também conhecer a realidade em que vivem esses mestres, principalmente nesse novo mundo de desafios, que a Pandemia produziu.