Opinião
Ratificação do acordo com a União Europeia
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O mundo sempre foi competitivo. Cada vez mais é preciso procurar mercados e oferecer produtos de melhor qualidade a preços menores. O Brasil precisa desempenhar relevante papel na direção da União Europeia (UE). A Europa reúne países desenvolvidos, de alta renda e de alto poder aquisitivo e seria um mercado fantástico para os sul-americanos. Para que consigamos avançar, primeiro temos de nos alinhar. É preciso encontrar um ponto de entendimento. Se a Europa, que enfrentou várias guerras, inclusive duas mundiais, conseguiu se unir, por que nós não podemos nos entender? Com a pandemia, queremos nos apoiar, nos tornar mais fortes. É necessário estreitar laços, caminhar rumo à ratificação do acordo comercial com a UE.
Em julho, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) assumiu a Presidência Pro Tempore do Conselho de Câmaras de Comércio do Mercosul (CCCM). Temos trabalhado no sentido da união, para elevar os investimentos no desenvolvimento econômico e social da região. Outro marco foi a assinatura entre a CNC e a Associação das Câmaras de Comércio e Indústria Europeias (Eurochambres) de um documento conjunto em apoio à ratificação do acordo Mercosul-UE.
Um dos pontos que merecem atenção nesse processo é a Amazônia. Existe preocupação com a possibilidade de as áreas da nossa maior floresta tropical darem lugar à produção agrícola, prejudicando o meio ambiente. O agronegócio brasileiro vem procurando alternativas responsáveis para a convivência entre produção de alimentos e meio ambiente. Ou seja, para produzir alimentos, é preciso respeitar os limites do meio ambiente, em nome da sustentabilidade. Precisamos mostrar que o Brasil não aceita a ilegalidade e deixar claro que temos o legítimo direito de gerar riquezas em nosso território. A Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul (CI21), que teremos o prazer de receber pela segunda vez na sede da CNC, no Rio de Janeiro, hoje, 5 de novembro, será excelente fórum para debatermos as perspectivas de futuro para os próximos 30 anos, no âmbito do acordo Mercosul-UE. O bloco econômico do Mercosul, desde o início das negociações, há 20 anos, vem ocupando o seu espaço de protagonismo. Juntos somos uma potência do agronegócio. O mundo que vislumbramos não é fechado, mas sim sem fronteiras e barreiras. Está nas mãos do nosso bloco econômico liderar o continente nessa missão.