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Opinião

SANEAMENTO

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Por Editorial | Edição do dia 25/11/2021 - Matéria atualizada em 24/11/2021 às 22h09

Dados da mais recente edição do Atlas de Saneamento: Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário, lançado ontem pelo IBGE, mostram que as doenças relacionadas ao saneamento inadequado, identificadas pela sigla DRSAI, causaram cerca de 0,9% dos óbitos ocorridos no Brasil entre 2008 e 2019. De acordo com o órgão, os números “dimensionam os impactos de um saneamento ambiental desigual e ainda não universalizado no País”.

De 2008 a 2019, foram notificados no Brasil 11.881.430 casos de DRSAI, com 4.877.618 internações no Sistema Único de Saúde (SUS). As principais causas de morte, foram Doença de Chagas, diarreia e disenteria, que corresponderam a quase 81,5% dos óbitos no período. Para o IBGE, a explicação está na falta de tratamento de esgoto. Entretanto, mesmo com as diferenças regionais relevantes nos serviços municipais de esgotamento sanitário e de abastecimento, entre 2008 e 2017, houve um avanço no número de cidades cobertas por esses serviços em todas as regiões. O IBGE destacou que a diferença entre a quase universalização do serviço de abastecimento de água por rede geral em contraste com o deficit ainda persistente na coleta de esgoto é uma característica da distribuição dos serviços de saneamento de água e esgoto por municípios. Enquanto 99,6% dos municípios tinham abastecimento de água por rede geral, apenas 60,3% faziam coleta de esgoto em 2017. A reduzida abrangência da coleta de esgoto é o que determina o principal tipo de poluição ou contaminação identificada na captação de água doce, exatamente por esgoto sanitário. A falta de investimento no setor de saneamento básico é uma das causas e compromete a qualidade da água distribuída e a eficiência da rede de distribuição, com prejuízos ao meio ambiente e à saúde pública. Estudos mostram que investir em saneamento não traz consequências positivas apenas para a saúde da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o investimento em água potável e saneamento básico gera retorno econômico e justifica cada dólar investido. Portanto, trata-se de um investimento necessário e que deve ser prioritário.

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