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Opinião

UM LIVRO CHAMADO MÃE

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Por Alberto Rostand Lanverly - presidente da Academia Alagoana de Letras | Edição do dia 01/12/2021 - Matéria atualizada em 30/11/2021 às 22h22

Os vários livros por mim escritos, e já são dezessete, representam uma parte do meu eu, rosto, olhos e os sentimentos que trago no peito. Lendo-os de forma repetida, deparo-me com vozes sempre a balbuciar importantes fatos e acontecimentos da vida que vivi.

A minha mais recente obra, intitulada Mãe, foi realizada em curtíssimo período, de apenas quarenta e cinco dias, a contar do último suspiro dado por meu amor maior, minha amiga e musa inspiradora. As mensagens ali registradas, iniciando com simulado bate-papo a dois, sendo eu o questionador e ela a entrevistada, foram regadas a extrema dor, em momento quando sua então recente morte, muito doía em minha alma e a solidão era a minha companhia. A cor da capa, assim como as fotos que ilustram o trabalho, foram por mim escolhidas a dedo, sempre levando em consideração suas predileções. Diagramado pela queridíssima Juracy Gomes Pinto e revisado por Mirian Canuto, grande amiga, busquei a opinião do mestre da criatividade Luiz Dantas, uma figura sempre presente em minha caminhada, que preparou a arte visual do compêndio. A partir daí a impressão foi rapidamente concretizada pela gráfica Paym em São Paulo. Estava pronto o presente destinado à minha genitora, falecida em meados de 2020, e para tal imaginava realizar um grande encontro onde pudesse reunir os amigos que tão bem soube fazer, a quase totalidade por mim herdados, tal o respeito dedicado por minha pessoa a cada um deles. A pandemia não deixou. Já em 2021 organizei-me para apresentar o livro no dia das mães, adiei para o dia do seu aniversário em 23 de agosto, contudo aglomerar pessoas ainda não seria inteligente. O tempo passa rápido, então resolvi não mais esperar e sim oferecer a obra literária que conta a história da vida de uma grande mulher, a quem sempre tratei por mainha, sendo Mãe o apelido carinhoso que ele recebeu das milhares de pessoas que a queriam bem. E para tê-la sempre viva e por perto de mim, terei constantemente em minha cabeceira o livro “Mãe”, que é apresentado não por grandes escritores, mas sim através de dois textos publicados na imprensa alagoana no final do século 20, cujo teor bem explicitam quem foi Marlene Lanverly. Um deles, veio a lume no Jornal de Alagoas, no domingo 21 de agosto de 1983, assinado por Maria de Lourdes Vieira Jambo ou simplesmente Tia Lourdinha Vieira, educadora de gerações, proprietária do Educandário Nossa Senhora de Lourdes, que funcionava defronte à Praça Manuel Duarte em Jaraguá, fundadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE. Outro divulgado como editorial do Diário Oficial do Estado de Alagoas do dia 7 de março de 1986, exaltando sua performance como funcionária pública. Lendo o livro Mãe, todos haverão de conhecer um pouco de uma grande mulher que amou Alagoas.

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