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Opinião

A família em nossa vida

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Por MILTON HÊNIO - médico e membro do Conselho Estratégico da Organização Arnon de Mello | Edição do dia 04/12/2021 - Matéria atualizada em 03/12/2021 às 21h23

Dezembro é o mês da família. Precisamente o dia 08. A família é e será sempre a base, a estrutura na qual a criança fincará sólidas raízes para um futuro feliz. Uma família desestruturada representa para uma criança um profundo golpe em sua base espiritual, influenciando decisivamente em sua vida futura. Romain Rolland, o grande escritor francês, dizia: “o vinho guarda o aroma do primeiro tonel e a criança carrega para sempre os tormentos de uma infância infeliz”.

A criança de hoje “amadureceu” muito depressa graças aos meios de comunicação e o adolescente dos dias atuais enfrenta uma verdadeira batalha de prazeres onde, em todas as regiões do mundo se agitam as bandeiras do consumismo, das drogas, do individualismo. Essas bandeiras ficam agitadas em fazer de tudo, menos em favor do próprio homem como ser pensante, como fração do universo, que possui sentimento, afeto, honra, ideal e elevação moral. A pedra angular na construção de um mundo mais humano é a família. A criança, desde o nascimento até a fase da adolescência, tem nos pais o exemplo para um comportamento ético e uma vida futura equilibrada. Porém, infelizmente, existem muitos tipos de pais que desorganizam seus lares graças aos seus temperamentos; há pais agressivos, indiferentes, alcoolizados, sádicos, egoístas e uma série de outros tipos que só um Balzac poderia descrever. Em todos esses casos as crianças sofrem profundamente quando as pessoas a quem elas mais amam se digladiam em sua frente concorrendo para seus desajustes futuros. Dentro da família a criança não precisa só de comida e agasalho porque “não só de pão vive o homem”, mas principalmente de amor, princípio fundamental para uma vida equilibrada. Dessa forma é que ela adquire o ideal da autoafirmação, da autovalorização, através do discernimento, do estudo, da inteligência cultivada. Estamos diante de um mundo materializado e desorientado cuja reconstrução não se fará sem restaurarmos a personalidade humana, os valores morais, intelectuais, biológicos e pessoais. Aproveito este tema para parabenizar a Organização Arnon de Melo pela comemoração dos 110 anos do nascimento do Senador Arnon de Melo, no último dia 02. Pai de família exemplar, desde a juventude se dedicou ao jornalismo com entusiasmo, colecionando vitórias como também na política. Sempre teve por sua família uma admiração notável e por sua inesquecível esposa D. Leda. Eu tive a imensa alegria de com ele conviver durante muitos anos na Gazeta de Alagoas, onde fui convidado por ele para escrever um artigo semanal. E ainda o faço com alegria. Seu querido filho, Fernando Collor de Melo, manteve o seu entusiasmo pela política e pelo jornalismo e proporcionou a mim uma grande satisfação em pertencer ao Conselho Administrativo da Organização Arnon de Mello. Felicidade para todos os meus amigos da Gazeta, principalmente Luís Amorim e Claudemir Araújo, grandes responsáveis pela manutenção da mesma.

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