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Opinião

NOVA AMEAÇA

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Pelo segundo dia consecutivo, não foram registradas mortes por Covid em Alagoas. O avanço da vacinação fez cair o número de pessoas infectadas, assim como o de internamentos e óbitos, o que, sem dúvida, algo animador. Com isso, muitas restrições adotadas no auge da pandemia do novo coronavírus foram os poucos sendo revogadas, e hoje poucas ainda estão em vigor.

Infelizmente, há uma nova ameaça que pode prolongar por algum tempo os protocolos sanitários. Trata-se da variante Ômicron, que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, já está presente em 77 países e se alastra a um ritmo sem precedentes. Por causa dela, vários países começam a adotar medidas mais restritivas para conter o aumento de infecções. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou ontem o 12º caso da Ômicron. Ao todo, são 6 casos confirmados em São Paulo, 2 no Distrito Federal, 2 no Rio Grande do Sul e 2 em Goiás. Outros 4 casos estão em investigação em Minas Gerais. Numa avaliação de risco atualizada e divulgada ontem, os cientistas consideram que a Ômicron deverá suceder a Delta como a variante dominante na União Europeia no início de 2022. Já se assiste à transmissão comunitária dentro da Europa, e os dados preliminares disponíveis não descartam uma redução significativa da eficácia das vacinas contra essa estirpe. A conclusão dos especialistas é que, com base nas provas limitadas atualmente disponíveis, e dado o elevado nível de incerteza, o nível global de risco para a saúde pública é avaliado como muito elevado. Além disso, o uso somente de vacinas não será suficiente para barrar a transmissão da ômicron. É preciso manter outras medidas preventivas como usar máscara, evitar aglomerações e prezar por ambientes bem ventilados. Mesmo com essas suspeitas, a OMS já ressaltou que os imunizantes disponíveis ainda são de extrema importância para barrar a transmissão do vírus e evitar mortes causadas por Covid-19. Os especialistas da organização pediram para os países aumentarem suas taxas de vacinação. O fato é que a guerra está sendo vencida, mas ainda há algumas batalhas a travar, o que exige prudência, cautela e responsabilidade por parte do poder público e da população.

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