Opinião
Um grande ano para o agro
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Em mais um ano desafiador para todos os setores da economia, a agricultura brasileira novamente surpreendeu, alcançando altos níveis de produtividade, dando ao nosso país destaque mundial como produtor de alimentos e contribuindo para o desenvolvimento econômico do Brasil.
A pujança do agro está refletida em números. Indicadores da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) elevaram em 15,1% a estimativa de produção de grãos na temporada 2021/22, projetando um recorde de mais de 291 milhões de toneladas. A expectativa de colheita farta é consequência dos investimentos em tecnologia, da eficiência e da área plantada. Para a soja, por exemplo, é esperada uma alta de 3,7% na área semeada e a colheita pode chegar a quase 143 milhões de toneladas (142,8 milhões), um incremento de 4% em relação à safra 20/21. Se o volume for confirmado, será um desempenho inédito, que manterá o Brasil como o maior sojicultor do mundo. Sabemos que safras recordes significam fartura de alimentos, excedentes exportáveis e entrada de recursos no país. Aliás, o PIB do agronegócio deve fechar 2021 com expansão de 9,37%, em relação a 2020. Para 2022, o PIB do agro deve crescer em torno de 5%, contribuição relevante para a retomada da economia brasileira. Mas apesar dos excelentes resultados, a agropecuária precisa superar desafios diariamente. E nem todos podem ser controlados. Problemas como a estiagem, que começa a castigar as lavouras no Rio Grande do Sul, e a elevação do custo de produção, por causa do aumento do preço dos insumos, preocupam os produtores rurais. A verdade é que o agro também sente os reflexos da crise. A elevação da taxa básica de juros, a Selic, de 7,75% para 9,25% ao ano, também deve impactar os custeios e investimentos nas lavouras na nova temporada, encolhendo as margens de lucro. Tudo isso pesa no bolso do agricultor, mas não é suficiente para desanimá-lo. Que 2022 seja um grande ano para o agronegócio que produz comida, empregos e riquezas