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Opinião

Mulheres empreendendo mais

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Por Bianca Tessele - empresária | Edição do dia 13/01/2022 - Matéria atualizada em 12/01/2022 às 22h51

O empreendedorismo feminino costuma florescer mais nos períodos de intensa convulsão social, durante guerras, em momentos de ampla dificuldade. Não foi diferente durante a recente pandemia, que arrastou muitos que tinham carteira assinada para o desemprego, e extinguiu tantos negócios que aconteciam nas ruas.

Foi intensificada a busca de alternativas para alimentar-se, vestir-se, fazer exercícios sem sair de casa, ou perto de casa, sem fazer aglomerações, sem que o distanciamento social fosse desrespeitado. Muitas mulheres já acostumadas a ocupar o espaço doméstico fazendo refeições, roupas, entre muitas outras habilidades, passaram a elaborar, fazer e vender refeições nos seus bairros e condomínios, para trabalhadores que não pararam durante a pandemia e que precisavam de refeições. Elas resgataram as receitas tradicionais da família, como o pão de queijo, o pudim, a pizza artesanal e refeições inteiras foram feitas e comercializadas por aplicativos e entregues com aquele sabor de “feito pela sua própria mãe”. Passaram, também, a levar as compras da feira na porta daqueles que não tinham tempo ou vontade de sair para buscar frutas e verduras. Metade dos restaurantes, muitas das lojas e até feiras de rua deixaram de existir em quase todas as capitais do Brasil. O mercado sempre responde, e o empreendedorismo feminino foi a chave nesse processo. A histórica luta das mulheres para superar situações adversas moldou essa capacidade de resistir e se tornou mais evidentes durante os momentos difíceis, em que os trabalhos tradicionais, na rua, muitas vezes desempenhados por homens, deixam de existir. A realidade se reinventou e o novo normal levou as mulheres a ocuparam mais espaços, na economia, na tomada de decisões e na construção de soluções. Agora, as mulheres consolidam suas conquistas e avançam na ocupação e promoção de atividades que geram renda, são protagonistas no desenvolvimento de uma sociedade melhor. O que mudou está mudado, muitas coisas nunca mais vão ser como foram. Isto é positivo, e as pessoas querem ter mais conforto nas compras, mais saúde na mesa e no estilo de vida, e mais proximidade com o que gostam. A valorização da proximidade, tanto geográfica quanto cultural, se tornou importante nas decisões de compras e consumo doméstico, e isso também veio para ficar.

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