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Opinião

BOLÃO

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Por Vinicius Maia Nobre – engenheiro civil | Edição do dia 15/01/2022 - Matéria atualizada em 14/01/2022 às 21h53

Fomos surpreendidos nesta semana com o noticiário sobre deslizamento de encostas próximas à antiga Cadeia da cidade histórica de Ouro Preto-MG. Era esperado? Achamos que sim, tendo em vista às aglomerações reinantes no local.

O Estado de Mias Gerais tem boas escolas e lá chove com regularidade, facilitando inclusive acidentes do tipo ocorrido como a redução da coesão dos solos. Não sou eu, engenheiro das Alagoas, quem vai dar solução para remediar deslizamento de encostas provocado muitas vezes pela mão criminosa do ganho de mais um palmo de terra! Tenho obrigação de aconselhar para prevenir, dentro das minhas limitações, sobre o risco dos desequilíbrios que ameaçam as encostas de Maceió. Uma das encostas mais visível e que chama atenção dos transeuntes da Avenida Leste-Oeste é aquela da região do Bolão, vizinha à Escola de Magistratura, Colégio Estadual (antigo Liceu) e, mais ao longe, áreas do Cesmac. Incrivelmente, as encostas do Bolão e outras que configuram a nossa querida cidade correm sério risco de deslizamentos se forem confirmadas as previsões dos Boletins Meteorológicos. Em muitas delas, seus taludes estão em posição vertical. São previstas chuvas torrenciais, ficando aqui a advertência, cuidem das vidas daqueles que, vivendo na pobreza, encontram coragem para morar em lugares tão perigosos, bem mais do que aquele onde houve deslizamento em Ouro Preto.

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