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Bradam as autoridades monetárias do Brasil: ?A inflação está sob controle? e acrescentam que o Banco Central, através de seu Comitê de Política Monetária, ?não medirá esforços para a manutenção da estabilidade da moeda?. E garantem mais: ?o que for preciso fazer será feito para que a inflação este ano tenha como resultado o centro da meta: 5,5%?. Todos os cardeais econômicos governamentais repetiram em uníssono esse mesmo refrão. Eis que a divulgação da ata da última reunião do Copom (que manteve inalterada a taxa Selic em 16% ao ano) revela não apenas que a decisão do BC foi tomada em virtude das turbulências internacionais geradas, por sua vez, pelo aumento do preço do petróleo, e da desvalorização do real. Contribuiu também, pela primeira vez (o que já era fato consumado para a maioria dos analistas), a certeza de que não será atingido o centro da meta da inflação. Importa avaliar as conseqüências, geradas por esse novo quadro que se desenha, para o futuro imediato do País. Existe uma real pressão inflacionária, que está sendo captada por todos os índices de preços e que levou aos ministérios do Planejamento e Fazenda a estimativa de inflação de 6,37% para este ano. Esse número é baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o índice oficial da inflação brasileira calculado pelo IBGE. Esse recrudescimento nos preços pode provocar a interrupção definitiva da diminuição da taxa Selic no ano. Isso deverá provocar, por sua vez, o comprometimento na meta de crescimento para este ano (estimada em modestos 3,5%) e cujos alicerces se assentam numa trajetória descendente dos juros básicos da economia (chegaria a 14% ao final do ano) e na manutenção da taxa média de câmbio em R$ 2,90. No limite, poderá até ocorrer um aumento na taxa Selic (já defendido por alguns economistas conservadores) para segurar a inflação dentro da margem de tolerância e mais próxima do centro da meta inflacionária. Nesse caso, adeus crescimento...

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