Opinião
China amiga
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, através do programa de rádio ?Café com o Presidente?, disse aos ouvintes que sua viagem à China foi um sucesso. Explicou que suas muitas viagens internacionais têm o objetivo de ?dinamizar a economia brasileira, para gerar empregos, para gerar riquezas, porque esse é o nosso objetivo, é fazer a economia brasileira crescer para gerar riquezas, gerar empregos e distribuir renda?. Com relação à China, desde quando foram restabelecidas as relações diplomáticas entre os dois países, em 1974, as expectativas entre as autoridades e empresários brasileiros sempre foram otimistas, mas os resultados sempre ficaram aquém do esperado pelos brasileiros nas visitas realizadas pelos presidentes João Batista Figueiredo, José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. É verdade que a recente incursão chinesa foi cercada de maiores cuidados e se insere no esforço que o Itamaraty vem fazendo para ampliar os laços comerciais e políticos do Brasil, tentando fazer frente aos desafios de uma economia globalizada, talhada para servir aos interesses de poucos. As relações comerciais entre brasileiros e chineses começaram a se intensificar nos anos 90 e hoje a China é o terceiro país que mais importa produtos brasileiros, só sendo superada pelos Estados Unidos e Argentina. No ano passado, a balança comercial entre os dois países foi favorável ao Brasil (US$ 2,4 bilhões). O anúncio da realização de 15 acordos comerciais da ordem de US$ 5 bilhões poderá significar a manutenção ou mesmo o aumento do superávit brasileiro e a diversificação da pauta de exportações, hoje concentrada em soja e seus derivados, minério de ferro e produtos siderúrgicos. Se prosperar essa parceria, trará benefícios para ambos os países. Possibilita a diversificação de seus mercados, a ampliação das exportações e ao mesmo tempo sedimenta o caminho para uma aliança estratégica de longo prazo nos organismos multilaterais, em defesa de um comércio internacional mais justo. É mais uma esperança, essa mais concreta.