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Opinião

PARA NÃO ESQUECER

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Por Editorial | Edição do dia 28/01/2022 - Matéria atualizada em 27/01/2022 às 23h12

No dia 27 de janeiro de 1945, os soldados do Exército Soviético ficaram chocados ao chegar a um campo de prisioneiros alemão na cidade polonesa de Oswiecim. As cenas dantescas de milhares de cadáveres empilhados e oito mil homens, mulheres e crianças quase mortas, em estado de extrema desnutrição, causaram horror e comoção.

Pelo simbolismo da data, em 2005 a Organização das Nações Unidas transformou o 27 de janeiro no Dia em Memória das Vítimas do Holocausto, quando seis milhões de judeus e centenas de milhares de ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová e outras minorias foram vítimas do nazismo. O holocausto figura entre os acontecimentos mais catastróficos e nefastos já praticados no planeta. No século XX, a prática do genocídio não se restringiu apenas àquele cometido pelos nazistas. Antes desse, houve o genocídio dos armênios, promovido pelo Império Turco-Otomano, e o chamado holodomor, genocídio dos ucranianos promovido pelos soviéticos. A lembrança do holocausto judeu é necessária não apenas para homenagear as vítimas, mas para que a humanidade não se esqueça dessa mancha em sua história. Deve sempre ser contada para as novas gerações. Infelizmente, o racismo, a xenofobia e a intolerância permanecem em várias partes do mundo, gerando novos genocídios, como os conflitos na Síria, Sudão do Sul e na República Central Africana. Nem a evolução tecnológica ou a globalização estão sendo suficiente para uma conscientização coletiva no sentido de promover a paz e a harmonia entre os povos. O ressurgimento do ódio nos últimos anos, do extremismo violento aos ataques a locais de culto, mostra que o antissemitismo, outras formas de fanatismo religioso, racismo e preconceito ainda estão muito presentes. Por isso, é preciso que o mundo mantenha viva a memória do que ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial para não repeti-lo, até que o mundo encontre a paz duradoura. Lutar contra o preconceito religioso, étnico e sexual é obrigação de todos, para que a história não se repita. É preciso combater incansavelmente todas as formas de intolerância.

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