Opinião
SEM RELAXAMENTO
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Depois de semanas com recordes diários de casos e aumento no número de hospitalizações e mortes, alguns países europeus estão flexibilizando regras de combate à pandemia de coronavírus diante de uma aparente tendência de queda no número de infecções. Entretanto, ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com o possível relaxamento de medidas contra o vírus, sem citar países específicos.
A OMS também alertou que como a variante ômicron é mais infecciosa, contamina mais pessoas - e isso está levando a um aumento no número de mortes. A entidade fez um apelo para os países continuarem realizando testes. No Brasil, levantamento do Imperial College London, do Reino Unido, revelou que a taxa de transmissão da Covid-19 caiu de 1,78 –o índice mais alto no Brasil desde julho de 2020– para 1,69. Apesar de ter registrado uma queda, o número ainda é maior do que o de 18 de janeiro, com 1,35. Depois do aparecimento da variante ômicron, o País começou a enfrentar recordes no número de casos –a alta tem sido observada desde o dia 30 de dezembro de 2021– e um aumento no número de mortes.Pesquisadores preveem uma piora no quadro até meados de fevereiro. Experiências de países como África do Sul e Reino Unido mostram que a onda tende a perder força até seis semanas após seu início. O avanço da vacinação é apontado como fator para a menor letalidade da Covid, mas o alto número de brasileiros sem o esquema vacinal completo preocupa especialistas e pode contribuir para a pressão sobre os serviços de saúde. Ontem, o número de pessoas vacinadas com duas doses da vacina contra a Covid no Brasil superou a marca de 70% da população. Ao todo, 150.416.056 pessoas receberam a segunda do imunizante, o equivalente a 70,02%. Nas últimas 24 horas, a segunda dose foi aplicada em 787.869 pessoas, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal. Portanto, por mais cansados que estejamos, ainda não é hora relaxar nas medidas se proteção e intensificar campanhas para que todos se vacinem.