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Opinião

Gestão emocional e os reflexos da pandemia

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O processo doloroso e estressante do isolamento social e a convivência em um cenário marcado pelas incertezas geradas pela pandemia, acelerou drasticamente o vínculo profissional no formato home office. E com o advento desse novo momento de desenvolvimento do digital, a sociedade analógica sentiu o peso de não estar tão preparada para uma demanda que exige proficiência tecnológica.

O choque do analógico com o digital era inevitável, entretanto, a reação social causada por esse “novo” momento desencadeou não somente o desemprego, que foi exponencial, mas foi também acompanhado por um aumento drástico nas doenças emocionais (depressão, síndromes, medos, ansiedade e etc). Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Além disso, registrou nos últimos anos um aumento de 90% nos casos de depressão, conforme estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, cenário este que tem levado as pessoas a considerarem um pilar importantíssimo, que são as emoções. Hoje, não basta apenas estar apto para as profissões do “presente/futuro”, é necessário garantir que as emoções estejam devidamente equilibradas, a fim de permanecer firme e consciente em um mundo cada vez mais dinâmico e que exige diariamente o limite e além por parte do profissional. A pergunta chave é: como estão as suas emoções? Se essa é uma indagação nova para você, lhe adianto que o cuidado com as emoções determina a uma vida saudável ou não, pois, mesmo em meio a um caos pandêmico, saber para onde se quer ir, analisar toda e qualquer situação como uma forma de aprendizado e crescimento, só se torna possível com a habilidade de gerir as emoções. Você pode se perguntar: como assim? Encontrar a resposta pode não ser fácil, mas ela tende a ser lógica. Durante um momento de crise como o que o mundo está passando, houve pessoas que cresceram com seus negócios e profissões entraram em ascensão. Ou seja, mesmo em meio ao caos, a escolha de perceber se aquilo que estamos vivendo representa o fim ou uma oportunidade de recomeço é sempre nossa. Saber para onde queremos ir mostra que o barco da nossa vida não está sem norte, afinal, para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Além disso, a pobreza emocional é a única que tem poder para nos destruir de verdade. Cuidar das emoções é possibilitar ser intencional em cada ação ou reação que tenhamos, independentemente da situação. Os frutos que colhemos são reflexo das sementes que lançamos diariamente. Uma situação difícil aparece, e você opta por desistir? Escolha sua. Está vivendo um momento bom e esqueceu das suas raízes, de quem esteve presente no início da jornada? Escolha sua. Perdeu o emprego e desistiu de tudo porque trabalha a há 20 anos na mesma profissão e não sabe o que fazer? Escolha sua. Acha que não existe mais saída para você ou sua família? Escolha sua. Só nunca esqueça que suas escolhas diárias refletem diretamente no seu futuro. Qual tipo de fruto emocional você quer colher? O da desistência ou o da superação?

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