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Opinião

A guerra (es)fria

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Antes de qualquer consideração a respeito da iminência de uma guerra, entre a potência bélico-econômica, Rússia, com a sua ex-irmã, Ucrânia, eu desejaria muito saber do leitor, se já não lhe passou pela cabeça, questionar a insanidade e desumanidade que se apoderaram do Presidente russo, por pensar em conflito armado, quando ainda nem nos recompomos das tantas perdas que o Mundo tivera, com a Pandemia.

Há quase dois anos atrás, quando o vírus letal da Covid-19 veio ao Mundo, só se falava em solidariedade, empatia, união, etc e tal. Bastou o assustador número de mortes dá uma trégua, para que o lado mal da humanidade voltasse à sua aessência, a qual, infelizmente, é má, por natureza. Claro que não é a primeira vez que o Mundo vive em pé de guerra, tampouco à beira de um ataque mais que de nervos, mas só ao se pensar em beligerância, depois de tantas vidas perdidas, revela que alguns humanos não mudam mesmo. Em se tratando daquele pedaço do Mundo, do Leste-europeu, sempre se viveu sob forte tensão, que tivera sua fase mais aguda e conhecida, nos temíveis anos da denominada Guerra fria, em que se opusera a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), aos Estados Unidos e aos demais países. A poeira só baixou (ou a belicosidade só esfriou), com a abertura promovida pelo então presidente Mikhail Korbatchev, que impulsionou a Perestroika e a Glasnost, flexibilizando, desta forma, respectivamente, a Economia e a Política internacional. De lá para cá, os ex-soviéticos ainda conheceram a derrota, com a Guerra do Afeganistão, que acabou em 1989, mostrando para aquele Império a desnecessidade daquela Guerra, terminada com a retirada das tropas da URSS do território inimigo. Entretanto, parece que, mesmo após o insucesso das guerras e o epitáfio da Monarquia, a Rússia, que era o maior País dentre as quinze repúblicas integrantes, não aprendeu a lição. Nos últimos dias, voltamos a viver, como nos anos pós-Segunda guerra, em que o Mundo não dormia direito, devido à iminência de se ter uma nova beligerância de proporções internacionais, a ser deflagrada pelo Presidente russo, Vladimir Putin. Os dias se passaram e, apesar de ainda persistirem as especulações de acontecer um possível ataque russo aos ucranianos, a guerra (es)fria. Nesse caso, não só para a sociedade civil mundial, mas para as nações que iriam ser imediatamente envolvidas, deve ser desfeita aquela antiga lógica de combate, que dizia: “a melhor defesa é o ataque”.

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