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Opinião

O ódio e a paz

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Nos últimos dias a humanidade tem vivido momentos de incertezas, medo e angústia. Em várias partes do mundo o homem vive a se destruir, uns no Oriente, pelo ódio já arraigado nos seus corações. E outros, como agora na Rússia, em que um presidente psicopata quer mostrar poder e destruir seu vizinho da Ucrânia. E, deliberadamente, envia centenas de máquinas poderosas para matar pessoas inocentes, idosos e crianças e assim ele sentir-se feliz. Dessa forma, com protesto da ONU e de toda a humanidade, ele persiste com os seus projetos. Vamos esperar que Deus nos ajude e o mundo volte a ter paz. O mundo ainda continua de pé porque existem pessoas querendo a paz e lutam por ela. É possível melhorar essa situação? Sim, é possível quando houver mais respeito ao próximo, menos egoísmo, menos lares destruídos e desfeitos, gestos de solidariedade; quando o troar das metralhadoras for substituídos pelas cantatas e motetos de Bach, pela sinfonia de Beethoven e Mozart. É possível sim, quando os canhões das guerras se fundirem para a construção da catedral do bem; é possível sim, quando os eleitores souberem dignificar o seu voto e a história retirar os Cezares e todos os líderes das nações e cidades que infernizam a vida das pessoas e tiram a paz do mundo.

Deus deu ao homem uma vida, conferindo-lhe a existência para vivê-la em grandeza e plenitude, para ter liberdade e espera que depois de tantos desencontros havidos ultimamente, de tanto sofrimento, o homem inicie a maior de suas revoluções, a caminho de sua maior vitória que é a vitória sobre si mesmo. Vamos dar as mãos e cada um trabalhar dentro do possível por um mundo melhor, com caminhos mais humanos, com mais entendimento, para que possamos ter a paz universal. Até as crianças estão sendo comprometidas nessa onda de violência e de ódio. As Nações Unidas têm mostrado que pelo menos 300 mil adolescentes com menos de 18 anos, entre meninos e meninas, estão tomando parte em atividades violentas em diversos países do mundo. Isso é terrível, simplesmente desesperador. Apesar de todo o progresso que a humanidade assiste, a parte espiritual do homem vai despencando, e as tragédias numa sucessão vertiginosa de acontecimentos terríveis. E o que vemos? Um estado de constante litígio entre homem contra homem que reafirma a célebre frase latina: “o homem é o lobo do próprio homem’, ou noutros termos “o homem é o pior inimigo do homem”. A construção da paz e o afastamento desse ódio tão evidente nos dias atuais, entre homens e nações, requer um esforço suplementar de inteligência, de boa vontade e de criatividade, infinitamente maior do que o exigido pelas guerras. Vamos esperar pelos tempos, aguardando que os homens entendam como é importante para um viver com tranquilidade a mensagem do Cristo: “Eu vos dou a paz, Eu vos deixo a minha paz”.

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