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Nº 5712
Opinião

Inesquec�veis

HUMBERTO MARTINS * A vida é composta de momentos alegres e tristes, de emoções que se incorporam às nossas lembranças. Vivi plenamente um desses momentos, na segunda-feira, dia 8 deste mês de abril, ao ser empossado, solenemente, como desembargador do T

Por | Edição do dia 16/04/2002 - Matéria atualizada em 16/04/2002 às 00h00

HUMBERTO MARTINS * A vida é composta de momentos alegres e tristes, de emoções que se incorporam às nossas lembranças. Vivi plenamente um desses momentos, na segunda-feira, dia 8 deste mês de abril, ao ser empossado, solenemente, como desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, no episódio culminante de uma seqüência que começou quando fui escolhido pelos meus companheiros da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas, para a relevante missão de integrar a mais importante corte de Justiça do Estado. A emoção da posse solene, cercado de autoridades, de familiares, amigos e companheiros, aliás, não foi a única emoção desses últimos dias. Anteriormente, houve a votação dos senhores desembargadores, distinguindo-me com o maior número de sufrágios, posteriormente, a minha nomeação pelo Exmo. Sr. governador do Estado, engenheiro Ronaldo Lessa; culminado com a posse, presidida pelo Exmo. Sr. presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas, desembargador José Fernando Lima Souza, e os cumprimentos daqueles que, meses a fio, ansiaram por esses momentos. Procurei manifestar os meus sentimentos e esperanças, principalmente, refletir a intensa vontade de corresponder à expectativa de todos aqueles que, direta ou indiretamente, de uma maneira ou de outra, deram sua parcela de contribuição para que eu me tornasse desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas. Gostaria de enfatizar a condução sempre serena e segura do desembargador José Fernando Lima Souza, presidente do TJ/AL, com a concordância de seus pares e a confiança depositada por vários amigos, entre os quais o presidente da Associação Alagoana dos Magistrados, juiz Fernando Tourinho de Omena Souza, sem esquecer o governador Ronaldo Lessa ao enfatizar que sua decisão prendeu-se ao apoio do Poder Judiciário, do aval da classe política simbolizado na prefeita Kátia Born, dando ênfase ao nosso trabalho frente à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Alagoas, não só no lado corporativo, mas, sobretudo, pela sensibilidade em defesa das causas sociais. Algumas palavras que pronunciei na minha posse, para as quais peço a atenção dos amigos leitores. - Alicerçarei minha conduta como desembargador almejando distribuir aos cidadãos que se socorreram do Poder Judiciário a efetiva prestação da Tutela Jurisdicional, função precípua e primordial do Estado-Juiz, tentando alçar, assim, a dignidade da pessoa humana, consagrada em nosso Digesto Augusto, agindo com equidade e impessoalidade, colimando dar o Direito a quem realmente o tem”. Sobremaneira, devo destacar a impossibilidade de tornar o Judiciário acessível aos menos favorecidos, adágio este de que comungam todos os meus pares, pois, a concepção ora difundida já vem sendo desempenhada, muito antes do intróito ao TJ/AL, limitando-me eu a congregar e contribuir para a consccução do bem comum da sociedade alagoana. Para alguns, esta maneira de pensar pode parecer quimérica, mas tentarei dela não me desviar, pois foi embasado nesses ditames que fui criado pelos meus pais, em especial pelo saudoso e inestimável José Martins Filho, que com muita proficiência exerceu o cargo de procurador de Justiça, acastelando sempre os interesses sociais e mantendo uma conduta ilibada. Este homem, que tantos serviços prestou ao Estado de Alagoas, tenho o orgulho de chamá-lo de pai, a quem dedico o Desembargo. Com igual ardor, erguerei a espada da Justiça, defendendo a independência e a harmo-nia entre os Pode-res, tão necessária ao primoroso exercício da Democracia. A coexistên-cia harmônica, tenho convicção e cabal certeza, não é tarefa das mais prosaicas a se alcançar. Só depois do empenho e tenacidade daqueles que integram cada um dos Poderes do Estado. Neste momento de seriedade, responsabilidade, alegria e emoção, não posso deixar de reafirmar minha fé em Deus e nos homens, principalmente os de boa vontade. Reafirmo, mais uma vez, que sem a proteção divina, jamais teria conseguido força e inspiração para chegar ao cargo de desembargador, sempre atuei no amor ao próximo, objetivando prestar a verdadeira justiça social, fim maior da ciência jurídica, pois já dizia São Paulo: “Deus é amor e aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus nele”. Os méritos não me pertencem, mas sim, a todos aqueles que contribuíram para esse desiderato, ou seja, a sociedade em geral. (*) É DESEMBARGADOR – TJ/AL

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