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Opinião

Ameaça silenciosa

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Em 2016, o Congresso Nacional aprovou a Lei 13.277, que instituiu o 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, para nos lembrar da importância de se combater o problema. A promulgação ocorreu dez anos do chamado massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, quando um ex-aluno, que teria sofrido bullying, invadiu a escola municipal Tasso da Silveira e disparou em direção aos estudantes que estavam em sala de aula: 12 pessoas morreram e 22 ficaram feridas.

O bullying, também chamado de intimidação sistemática, é definido como todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. A internet levou o bullying a outro patamar. Agressores de todas as idades perseguem, atacam ou humilham pessoas através das redes sociais. De acordo com os dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2018, 29% dos estudantes brasileiros relataram terem sofrido bullying. A média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 23% e o ambiente pouco receptivo afeta o desempenho dos estudantes. Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisa Ipsos revelou que o Brasil é o segundo no ranking de cyberbullying no mundo. Assim como ocorre com o bullying praticado fora do ambiente virtual, o cyberbullying pode ter sérias consequências para os jovens vitimados. Se o caso não for descoberto e as sequelas não forem tratadas, as vítimas podem carregar consigo sintomas de trauma pelo resto de suas vidas. Nos casos mais extremos, pode cometer suicídio. O bullying e a violência nas escolas tornaram-se grandes problemas, que pais, educadores, governos e toda a sociedade precisam enfrentar de forma efetiva. Isso deve ser feito por meio de campanhas educativas, palestras e orientação não apenas dos jovens, mas também de suas famílias.

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