Opinião
COMPROMISSO INADIÁVEL
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O governo brasileiro enviou às Nações Unidas documento para atualizar suas metas voluntárias de redução de gases do efeito estufa. No documento, o País prevê reduzir suas emissões, em 2025, em 37% na comparação com 2005. Além disso, se compromete, em 2030, com a redução de 50% em relação a 2005. Os compromissos do Brasil também incluem um objetivo de longo prazo para alcançar neutralidade climática até 2050.
Segundo ambientalistas, entretanto, como a quantidade de emissões do país em 2005 foi revista de 2,1 bilhões para 2,8 bilhões de toneladas de CO2, as porcentagens se referem a uma base de cálculo maior, e a nova proposta, na verdade, é menos ambiciosa do que aquela feita em 2016. Em seu último relatório, o IPCC, painel de cientistas da ONU, concluiu que as emissões de gases-estufa precisam começar a diminuir em no máximo três anos para que o aquecimento global deste século seja um acréscimo menor do que 1,5°C, objetivo mais ambicioso listado no Acordo de Paris.
Como o desmatamento pode ser reduzido sem perdas econômicas, ele é tido como um tipo de ação de curto prazo crucial para o clima. A queima de combustíveis fósseis é responsável pela maior parte do aquecimento global, mas é uma fonte de CO2 mais atrelada ao desempenho da economia de países que precisam de petróleo e carvão para gerar energia.
Combater o aquecimento global é uma questão urgente. As mudanças climáticas já estão afetando a vida das pessoas e o funcionamento dos ecossistemas em todos os cantos do mundo, e portanto são um dos maiores desafios para o futuro de nossa estrutura socioeconômica. De acordo com especialistas da ONU, será impossível evitar esse problema até o fim do século se não houver uma redução drástica da emissão de gases poluentes nesse momento. A conclusão do documento das Nações Unidas é que a sociedade continua atrasada na luta contra o aquecimento global. Nem mesmo durante a pandemia, com períodos de lockdown e pouco movimento nas grandes cidades, a emissão de gases causadores do efeito estufa parou completamente.
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