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Abril Roxo: Você sabe o que é adenomiose?

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Estamos no Abril Roxo, uma campanha que visa despertar a atenção das mulheres para o diagnóstico precoce e o tratamento da Adenomiose, problema ginecológico que pode acometer uma em cada dez mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 150.000 novos casos sejam registrados anualmente. Ela ocorre quando existe a presença de tecido semelhante ao endométrio na camada muscular do útero – o miométrio. A adenomiose é uma doença que provoca uma concentração na parede uterina causando dores, sangramentos ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação, inchaço na barriga, dores durante a relação sexual, aumento da quantidade e duração do fluxo menstrual, prisão de ventre e dor ao evacuar. Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas, o que dificulta a sua identificação e faz com que muitas nem saibam da existência do problema.

O surgimento da doença pode acontecer com 2 ou 3 anos após o parto mesmo que a mulher já tenha a enfermidade desde a infância. Pouco se sabe sobre as causas, mas a doença pode ser resultado de traumas no útero devido a cirurgias ginecológicas, mais de uma gravidez ou a cesarianas, ou seja, partos cesáreas. A doença pode também ser uma das responsáveis em causar a dismenorreia ou hemorragia uterina anormal, o que é muitas vezes difícil de diagnosticar. Para diagnosticar a doença, é necessário realizar exames clínicos e exames de imagem, como a ultrassonografia endovaginal, ressonância da pelve ou a histeroscopia, para analisar o interior do útero. A Adenomiose tem cura, porém nos casos em que o tratamento medicamentoso não controlam os sintomas, é necessária a intervenção cirúrgica para a retirada do útero. O tratamento mais indicado vai depender da gravidade e outras especificidades de cada caso. Isso, é claro, sempre estando alinhado a bons hábitos de saúde, como a prática de atividades físicas e uma alimentação balanceada. Se o desconforto for mais simples, anti-inflamatórios e analgésicos já dão conta do recado ou se for mais grave o médico poderá indicar a laparoscopia, cirurgia minimamente invasiva e retirar apenas a lesão que acomete o útero. Outro procedimento possível é a radiofrequência: por meio da emissão de calor no local, ela destrói os tecidos que estão doentes. Claro, tudo depende de cada caso e do histórico da paciente. É conversando com o especialista que se chega à melhor proposta terapêutica, que também deixará a mulher mais segura.

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