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Opinião

Trabalho e Emprego

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Por Márcio Coimbra - cientista político, mestre em Ação Política e presidente da Fundação da Liberdade Econômica e coordenador de pós-graduação em Relações Institucionais | Edição do dia 13/05/2022 - Matéria atualizada em 12/05/2022 às 22h54

No mês em que celebramos o Dia do Trabalho, precisamos ir além das manifestações polarizadas que movimentaram convertidos do nosso país. Precisamos pensar sobre o rumo do trabalho no Brasil, quem é hoje o trabalhador, os desafios da geração de emprego, especialmente no pós-pandemia, e as restrições burocráticas impostas pelo governo para abertura de empresas e postos de trabalho.

Mas quem é o trabalhador? Muitas vezes enxergamos de forma errada esta definição. O trabalhador é aquele possui uma ocupação, um ofício, uma missão. Trabalhadores são empregados, mas também empregadores, empreendedores, aqueles que correm o risco de abrir um negócio, seja grande empresa, seja um pequeno empreendimento na sua casa ou no seu bairro. Vale lembrar que o Brasil hoje conta com mais de 20 milhões de empreendedores, um número que cresceu muito durante a pandemia. Pessoas que, por necessidade ou vocação, encontraram uma forma de resignificar sua própria vida, tornando-se donos do seu próprio destino. Brasileiros que resolveram gerar riqueza, abrir postos de trabalho, pensar em novos negócios e assim impulsionar nossa economia. Ao mesmo tempo, somos apenas 34 milhões de empregados formais e uma massa de 38 milhões de trabalhadores informais, uma realidade que precisa ser debatida, afinal precisamos nos perguntar por que possuímos uma CLT que empurra tantos para a informalidade. Nossas leis trabalhistas se tornaram sinônimo de exclusão e, simplesmente, um privilégio de poucos, em vez de direito e oportunidade de todos. O desemprego atingiu nosso país em cheio no pós-pandemia. São 12 milhões de desempregados e cerca de 6 milhões de desalentados, aqueles que sequer procuram trabalho. Segundo projeções do FMI para um conjunto de 102 países, o Brasil aparece com a 9ª pior estimativa de desemprego no ano. Uma colocação mais do que incômoda. Entretanto, existem exceções dentro do nosso próprio país. Minas Gerais tem sido um dos estados líderes na recuperação econômica e também de empregos. O desemprego recuou 3% em nosso estado por uma série de fatores, entre eles certamente a abertura de negócios pequenos e médios responsáveis pela geração de novos postos de trabalho. O número de empresas registradas em Minas Gerais em 2021 cresceu 32,38%. Foram abertas 74.185 empresas no estado, um aumento expressivo diante dos 56.040 negócios formalizados em 2020. Certamente fator central da retomada. Precisamos enxergar esta massa de trabalhadores como o principal insumo de nosso país. São empregados e empreendedores que, em conjunto, tornam-se o motor de nossa economia e retomada depois dos tempos de pandemia. Está claro que o caminho da recuperação passa pela iniciativa de nossos empreendedores em arriscar, tentar e inovar. Minas Gerais é a maior prova disso. Para além de manifestações e polarizações políticas, precisamos pensar no Brasil e o futuro do nosso país passa pelo trabalho, emprego e empreendedorismo. Aqueles que duvidam, precisam visitar nossas alterosas.

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