Opinião
VELHO INIMIGO
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Passada a fase mais crítica da pandemia do novo coronavírus, as atenções das autoridades de saúde se voltam agora para o aumento dos casos de doença causadas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, principalmente esta última. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Maceió, nesses primeiros meses de 2022 houve um aumento de 413,33% dos casos de chikungunya em relação ao mesmo intervalo de tempo de 2021.
Não é de hoje que o Brasil vem sendo derrotado por um mosquito, isso depois de ter sido declarado erradicado do País em 1955, graças à execução de rígidas medidas de controle. De acordo com pesquisadores, a hipótese mais provável para explicar a reintrodução do mosquito no Brasil é a chamada dispersão passiva dos vetores, através de deslocamentos humanos marítimos ou terrestres.
Além disso, o relaxamento das medidas de controle permitiu sua reintrodução no país no final da década de 1960. Hoje o mosquito é encontrado em todos os Estados brasileiros e, periodicamente, o País é assolado por epidemia de dengue.
Essas epidemias geralmente começam com surtos isolados em alguns locais, começam a aumentar gradativamente o número de pessoas infectadas e há uma explosão de casos normalmente três, quatro anos depois de um determinado vírus ser introduzido em uma determinada comunidade. Enquanto não há vacina para essas doenças, o caminho é a prevenção, evitando-se a proliferação do mosquito transmissor.
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O governo faz campanhas periódicas para que as pessoas não deixem água parada acumulada, mas muita gente ainda se recusa a colaborar. Para agravar o problema, o País fez uma urbanização caótica. Há hoje amontoados de gente vivendo sem fornecimento de água adequado, sem coleta de esgoto e de lixo. A mudança no modelo de urbanização é algo que deve ser feito e médio e longo prazo.
É preciso que tanto a população quanto o poder público não descansem enquanto a luta contra o mosquito não for vencida. À população cabe tomar as medidas preventivas necessárias; ao governo, manter agentes de saúde atuando em número suficiente e com os recursos necessários.