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Opinião

Esperan�a capital

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Começou tumultuado o processo sucessório para a Prefeitura de Maceió. Embaralhamento entre oposição e situação, chapas acintosamente formadas (impostas) de cima para baixo, desistências de última hora, coligações conflituosas ? são as marcas desses primeiros momentos. Marcas indeléveis a manchar as esperanças dos alagoanos sobre o futuro imediato de sua capital, tão sofrida e carente de soluções objetivas. De propostas, programas, projetos, pouco ou quase nada se percebe no ar e o movimento de peças no tabuleiro político da capital indica que as jogadas se destinam a antecipar ? por meio da conquista da Prefeitura de Maceió ? o resultado de uma partida que teoricamente estaria longe de se começar, que é a sucessão do governo estadual em 2006. Todos esses movimentos bruscos, aparentemente intempestivos e surpreendentes, sugerem certo menosprezo pela solução dos problemas maceioenses e supervalorização dos arranjos políticos para daqui a dois anos. 2006 é agora? Pela impetuosidade dos nomes que não estão como candidatos à Prefeitura de Maceió, mas que estão explicitamente mexendo os cordões da disputa deste ano, parece que sim, parece que se está pulando dois anos num relance. A eleição para a prefeitura da capital sempre foi considerada uma prévia da sucessão estadual e sempre se jogou pesado nessa campanha, com os caciques pondo um olho na briga maceioense e outro na luta pelo Palácio dos Martírios. Mas os destaques centrais sempre foram as lideranças propostas para o cargo de prefeito. Neste ano, o foco está nos bastidores, excessivamente realçando o ?patrono? ou ?patronesse? de cada ?prefeiturável?. E com isso, as propostas para Maceió perigam serem jogadas para um segundo plano. E Maceió não pode suportar mais descaso e secundarização de seus graves problemas. Maceió tem de ser alçada a sua real condição de cidade cujos problemas agravaram-se além da conta nos últimos anos e cada candidatura a prefeito deve se assumir como entidade própria, como expressão de um projeto de governo, como propositora de soluções práticas para a barafunda urbana na qual foi transformada a capital alagoana. O governo de Alagoas terá sua vez, daqui a dois anos. Agora é hora de socorrer a desaprumada Maceió.

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