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Opinião

DIREITO À FAMÍLIA

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Por Editorial | Edição do dia 24/05/2022 - Matéria atualizada em 24/05/2022 às 00h21


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promoverá ações nos próximos dias para marcar o Dia Nacional da Adoção, comemorado em 25 de maio. A campanha Adotar é Amor, no ar desde 2017, promove uma mobilização digital, com o propósito de engajar os internautas em favor da adoção.

A data procura conscientizar a população sobre a importância de adotar e assegurar o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar. Segundo dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do CNJ, há pouco mais de 4,1 mil crianças e adolescentes aptos para adoção. Dessas, a maior parte não está mais na faixa etária da primeira infância: 3.237 têm mais de 6 anos. Apenas 282 são bebês, com menos de 2 anos de idade. Apesar das modificações por que passou ao longo do tempo, o processo de adoção de crianças e adolescente ainda é considerado muito lento no Brasil. Isso acaba por desmotivar os adotantes que possuem o desejo de formar uma família e afeta igualmente a estrutura de meninos e meninas que aguardam na fila de espera. Historicamente, o Cadastro Nacional de Adoção tem mais famílias inscritas do que crianças à espera de adoção. Se há tantas pessoas dispostas a acolher uma criança sem família, por que o número de meninas e meninos do cadastro não para de crescer? Na avaliação do CNJ, a resposta pode estar na discrepância que existe entre o perfil da maioria das crianças do cadastro e o perfil de filho, ou filha, imaginado pelos que aguardam na fila da adoção. Nacionalmente, verifica-se que o perfil das crianças e adolescentes cadastrados no CNA é destoante quando comparado ao perfil das crianças pretendidas. Outro fator que costuma ser sério entrave é a baixa disposição dos pretendentes para adotar mais de uma criança ao mesmo tempo, ou para receber irmãos. É fundamental modificar esse quadro. Além de tornar o processo o menos burocrático possível, é preciso incentivar a adoção tardia, para dar a essas crianças mais velhas a oportunidade de ter um lar. Isso exige uma mudança de paradigmas e a superação de preconceitos.

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