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Somos competitivos?

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MARCOS DAVI MELO * Nos últimos dias, uma propaganda veiculada pela televisão daqui tem martelado as qualidades de um serviço de imagem de um hospital do Recife, ressaltando a disponibilidade de recursos tecnológicos que trariam benefícios para os clientes. Eis uma questão que interessa a todos: existem avanços e vantagens no setor médico em Pernambuco que possam justificar esta propaganda? O Pólo Médico do Recife, situado na Ilha do Leite, onde estão localizados este e outros hospitais importantes, é uma realidade. Na sua construção foram consumidos 200 milhões de reais. Emprega atualmente 34,7 mil pessoas de forma direta, vinculadas aos estabelecimentos instalados no perímetro da Ilha do Leite. As vagas geradas pelo pólo correspondem a cerca de 15,6% dos empregos industriais formais de Pernambuco, segundo dados do IBGE de 2002. No grupo de empregos formais (com carteira assinada), estão incluídos os profissionaisda área médica, enfermeiros e paramédicos, como também nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, além de pessoal de apoio, como recepcionistas, telefonistas, funcionários de limpeza, conservação, segurança, vigilância e cozinha, agregando um contingente de 20,8 mil pessoas. As análises registram, ainda, que o setor ocupa o segundo lugar em arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) no ranking de arrecadação da Prefeitura do Recife, além do fato, óbvio, de que a folha de salários dos seus trabalhadores não onera os cofres públicos, muito pelo contrário, o aliviam. O pernambucano tem orgulho deste pólo e as autoridades auxiliaram em seu desenvolvimento e auxiliam sempre, pelas razões ululantemente óbvias citadas anteriormente. Em Alagoas, apesar das muitas adversidades, os setores médico privado e filantrópico têm se esforçado para cumprir com dignidade o seu papel. Embora o cenário que a cerca não seja o mesmo, já que o número de pessoas aquinhoadas com convênios privados (o suporte maior do pólo pernambucano) é infinitamente menor e a ajuda das autoridades estaduais é quase inexistente, o setor, guardadas as devidas proporções quantitativas, não fica nada a dever ao congênere pernambucano. Especificamente na área veiculada pela propaganda da televisão, a do diagnóstico por imagem, temos não só os mesmos equipamentos, bem distribuídos nos três maiores hospitais locais: o Artur Ramos, o HAIA e a Santa Casa de Maceió, como profissionais reconhecidos nacionalmente pela sua capacidade profissional. Em outras especialidades médicas, como cardiologia, somos ainda mais respeitados e em equipamentos de radioterapia para o câncer estamos séculos à frente. Na maioria das outras especialidades médicas, podemos concorrer satisfatoriamente. Os nossos maiores hospitais privados e filantrópicos, em que pesem as dificuldades e a falta de apoio das autoridades estaduais, às custas de muito empenho e sacrifício avançam, como neste momento, quando a Santa Casa de Misericórdia de Maceió instala o seu Projeto Estratégico de De-senvolvimento, que objetiva consolidá-la como um dos hospitais mais equipados e avançados do Nordeste nos próximos cinco anos. Sim, em que pesem todas as dificuldades, somos competitivos. (*) é médico

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