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Nº 5713
Opinião

Confian�a pol�tica

GILBERTO DE MACEDO * O momento é propício. Embora, tendo em vista os noticiários recentes, o assunto se faz desagradável, não há contudo, como fugir do mesmo, tendo em vista seu interesse fundamental para todos, sobretudo para o futuro próximo de toda a

Por | Edição do dia 18/04/2002 - Matéria atualizada em 18/04/2002 às 00h00

GILBERTO DE MACEDO * O momento é propício. Embora, tendo em vista os noticiários recentes, o assunto se faz desagradável, não há contudo, como fugir do mesmo, tendo em vista seu interesse fundamental para todos, sobretudo para o futuro próximo de toda a humanidade. Entre nós, particularmente, porque é momento de mudanças de governo. Nesse sentido, essencial é a atitude da população. Uma atitude positiva, de confiança, para que se possa ter ânimo e coragem para ir adiante, superando os obstáculos, pois assim é a vida. Como diz aquele ditado alemão: “Quem não sabe tropeçar, cai”. Pois é mesmo tropeçando que a criança aprende a andar. E aprender é isso mesmo: inventar soluções para os problemas. Assim é o progresso, assim caminha a humanidade. É bem verdade que a confiança não é absoluta nem universal. Não se pode confiar em tudo, nem, muito menos, em todos. Mas, acima das dúvidas, há que se estabelecer a confiança. Confiança que nasce do diálogo, da troca de idéias, da discussão política a respeito dos problemas da sociedade, que são de todos nós, do presente e do futuro, das novas gerações sob nossa responsabilidade. O futuro está aí, logo mais, num abrir e fechar de olhos. E à espera de nós, da nossa boa vontade, do nosso discernimento, da nossa dedicação, do nosso altruísmo. Somos responsáveis pela história. Se há políticos nos quais não se confia, não devem ser todos, há os de boa intenção, os idealistas, os abnegados. Sejamos, pois, sensatos e justos no julgamento humano, inclusive no comportamento político. E, assim, construamos as bases da boa política, pois não há vida social sem atividade política. Se esta é bem estabelecida, a sociedade será bem organizada. E a vida, em conjunto, melhor para todos ou não será para ninguém. Essa é a política do bem, dos desejos de todos nós. Assim, é hora para que todos estimulem a confiança através da interrogação da pergunta, da busca de esclarecimento. É a prática democrática. A humanidade, no mundo inteiro, deseja e merece, o bem-estar da vida em paz. Não é luxo nem superficialidade, mas essencial, um direito, um imperativo de natureza. Assim, não deixemos perecer a atitude firme de afirmação política a fim de realizar um futuro de justiça e bem-estar universal. Política da esperança! Que seja o emblema da nova sociedade. É o momento de hoje, e de sempre. Sem o guia da esperança não se saberá caminhar. Caminhemos, pois, com a esperança. Vem daí a confiança para prosseguir. Mas, afinal, deve-se estar atento para o significado da palavra enunciada. Confiar não é um estado de certeza, é uma expectativa positiva de que os acontecimentos ocorram de acordo com sua verdadeira natureza e função própria. No caso, em lide, de ser a política, atividade social, isto é, a serviço da sociedade. (*) É MÉDICO

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